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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Líderes de TI tornam-se estrategistas de negócios

Liderança estratégica envolve mais do que saber como entregar sistemas ou processos de projeto mais eficientes. Em vez disso, os líderes de TI estratégicos devem ser capazes de promover a colaboração entre as funções de negócios, exercer influência sobre os clientes internos e entender como eles podem satisfazer as expectativas dos clientes externos. Isso não significa que os CIOs deixaram suas responsabilidades funcionais para trás. O departamento de TI tem de manter a infraestrutura de tecnologia da empresa operando, enquanto mantém um olho em como melhorar as operações comerciais. Para os CIOs, deixar de tomar decisões do dia a dia de TI obriga cultivarem equipes de gerentes capazes de manter as luzes acesas e a execução de projetos.

Em vez de gastar os seus dias nos detalhes das operações de TI e de gestão de custos, ou na implementação de sistemas de suporte a processos de negócio, um número crescente de CIOs quer cada vez mais trabalhar na estratégia de negócios e identificar maneiras de incorporá-la em produtos, serviços e nos novos modelos de negócio. Para chegar lá, entretanto, o trabalho é duro. A construção de um grupo estratégico de TI demanda tempo e inteligência tática - e é um esforço de importância crescente, de acordo com a 12ª pesquisa State of the CIO.

Na verdade, ter uma equipe eficaz é essencial para posicionar o CIO como líder de um grupo que pode aumentar a vantagem competitiva de uma empresa por meio da tecnologia e da inovação. Muitos CIOs estabelecem laços de confiança com os acionistas da empresa apenas quando demonstram que sua equipe é competente na entrega básica de serviços de TI. O CIO estratégico precisa ganhar a confiança dos seus pares para se tornar valorizado por suas contribuições para os debates sobre como aumentar a receita e a participação da empresa de mercado.
Segundo a 12ª pesquisa State of the CIO, 64% dos 563 líderes de TI entrevistados planejam se concentrar mais na "venda" do departamento de TI em 2013, para mostrar mais às outras áreas de negócio as suas capacidades.  Os resultados dos últimos três anos de pesquisas sugerem que os CIOs estão cada vez mais tomando medidas para solidificar ou elevar a sua relação da equipe com os acionistas da empresa, delegando mais liderança, desenvolvimento e habilidades multifuncionais para a equipe de TI, e voltando sua atenção para os clientes. Um terço dos CIOs agora visita os clientes, contra 18% dois anos atrás.

Ian Patterson, CIO da corretora on-line Scottrade, tem um escritório na sede da companhia em St. Louis, mas raramente está nele. Em vez disso, ele anda por toda a empresa passa a maior parte do tempo discutindo estratégias com seus pares. A partir dessa interação, Patterson compreendeu a importância de focar na velocidade com que sua empresa deve se adaptar para acompanhar as exigências legais e as necessidades do cliente. Muitas vezes, essas forças externas empurram a Scottrade a mudar mais rápido do que a tecnologia consegue suportar. O ritmo de mudança na indústria de serviços financeiros tornou necessário atualizar os objetivos da companhia a cada trimestre. Então Patterson reformulou o processo de governança para projetos de TI. O plano estratégico de TI prevê investimentos de longo prazo (cinco anos) e inovação, enquanto os projetos em curso e propostas são priorizados a cada trimestre, diz ele.

Mas nem todos já chegaram lá. É encorajador que 20% dos CIOs digam hoje que os grupos de TI são vistos como colegas de negócios que desenvolvem, não apenas suportam, estratégias de negócios. No entanto, a maioria permanece meio confusa: 32%  ainda se veem como colaboradores influentes, 26% como prestadores de serviço e 15% como centro de custo. Ainda assim, estamos vendo uma mudança significativa. Em 2012, os 20% que já se percebem como estrategistas de negócios eram apenas 15%, enquanto os 15% que ainda se avaliam como centro de custo eram 21%.

A pesquisa mostra ainda que os CIOs estão aprendendo também a empregar uma variedade de ferramentas de gestão para apoiar a missão - e melhorar o seu próprio valor.

Decidir o que delegar e para quem

O desafio mais comum de ser um líder estratégico é a falta de profundidade de gestão em TI. CIOs precisam ter gerentes que possam assumir as iniciativas de melhoria de processos e tocar parcerias com empresas interessadas em fazer a gestão das operações diárias, em vez de esperar por diretivas ou solicitações. Sem esses gerentes, os CIOs não conseguem tempo para trabalhar com seus colegas executivos, supervisionar as iniciativas da empresa ou ficarem atualizados a respeito das mudanças do mercado e das necessidades dos clientes.

Kevin Murray, CIO e COO do grupo AXA Portugal, companhia de serviços financeiros do Grupo AXA, abordou o problema por meio da construção de uma equipe que pode lidar com os aspectos funcionais da TI. Ele ainda se mantém informado sobre o que está acontecendo no dia a dia, mas deixou de supervisionar diretamente as operações de TI. “Foi a forma que encontrei de me concentrar na estratégia, bem como tornar-me parte do negócio e um parceiro confiável.”

Já Warren Kudman, CIO da Sealed Air, criou o cargo de vice-presidente de gestão de TI empresarial para monitorar gastos com tecnologia e gerenciar fornecedores de TI. Ele também criou uma "equipe de gerenciamento de valor"  com 25 pessoas responsáveis ​​por garantir que a empresa obtenha o valor máximo possível do software e hardware já instalados. A equipe também educa as unidades de negócios e até mesmo a equipe de TI sobre as capacidades dos sistemas existentes, diz Kudman. "Se eu não tivesse pessoas nas quais posso confiar, o uso do meu tempo seria muito diferente."

Ao delegar, ele libera tempo para debater com os colegas das outras áreas  como empurrar a Sealed Air à frente de seus rivais no negócio de embalagens de alimentos e materiais médicos. Recentemente, a empresa começou a implantar máquinas que monitoram se os trabalhadores de saúde lavam as mãos entre as visitas aos pacientes. Os dispositivos de coleta de dados coletam relatórios de conformidade e enviam alertas para os supervisores. O grupo discutiu o fluxo de receita para esse novo negócio baseado em tecnologia e sugeriu métodos de armazenamento de dados e de segurança para a unidade de negócios. 

"A coisa mais importante é ser o conselheiro de confiança", observa Kudman.
No Potlatch, a delegação é feita de forma diferente. Tendo atribuído a responsabilidade pelas operações de infraestrutura, incluindo sistemas de telefonia e redes, para dois funcionários de TI, o diretor Brent Gregory agora trabalha na redistribuição do trabalho de desenvolvimento e suporte aos aplicativos. Ele encoraja vários de seus funcionários de confiança a conhecerem melhor as áreas de negócio específicas, para que possam tomar posse das aplicações que mais importam para esses grupos.

"Eu realmente estou tentando empurrá-los para fazer o mesmo trabalho que eu estou fazendo no board em suas especialidades particulares", diz ele. "Estou tentando focar  em tornar a equipe de TI mais ávida pelo dinheiro da empresa", diz ele.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Seis dicas para garantir a segurança e a gestão de tablets e smartphones

Neste ano houve muita discussão sobre o crescente fluxo de dispositivos de consumo sendo usados para fins profissionais e pessoais. Muitas organizações ainda estão encontrando o caminho das pedras para garantir os níveis de segurança adequados e gerenciamento dos dispositivos que foram levados para dentro das empresas.
Ao considerar o poder que aplicações e malwares podem exercer sobre tablets e smartphones e ainda a constante atualização de soluções para gestão de aparelhos, líderes de segurança têm, de fato, muitos desafios pela frente.
Aqui estão seis dicas para ajudar a obter uma gestão eficiente e blindar os dispositivos móveis:
1. Ter uma política móvel forte
Essa parece ser uma dica simples e óbvia, mas, muitas vezes, há uma clara desconexão entre funcionários e expectativas dos empregadores de como os dispositivos de consumo serão utilizados na empresa.

Pesquisa da consultoria IDC descobriu que não apenas os trabalhadores estavam usando seus dispositivos o dobro do permitido, como também pensavam que os empregadores eram muito mais permissivos no uso de dispositivos de consumo do que eles realmente eram. Por isso, é vital contar com uma política de uso móvel claramente definida para evitar esse tipo de mal-entendido.
Uma política de uso de dispositivos móveis é uma estrutura que define quem são os usuários e quais dispositivos eles podem usar e orienta sobre quais plataformas e aplicações que podem e não podem ser utilizadas. As empresas devem definir claramente políticas em torno de reembolso e quais aplicativos os usuários podem acessar por meio de dispositivos pessoais, juntamente com uma orientação clara sobre quem controla os dados dos aparelhos.
2. Crie um inventário de ativos
Como você pode ter certeza da segurança de dispositivos móveis dos funcionários se não sabe quantos estão lá fora e de quem são? A implementação de um sistema de gestão robusto e atualizado regularmente é parte vital de qualquer sistema de gestão de dispositivos móveis.
Embora muitas empresas tenham um inventário de ativos fixos e sem fio, a maioria não é atualizado e validado em uma base regular. Isso leva a potenciais problemas de segurança a partir de dispositivos desconhecidos ou que estejam sendo usados de forma inadequada. Companhias com inventários precisos têm uma visão muito mais clara de seus ambientes de telecom.
3. Garantir a configuração adequada dos dispositivos
A variedade de dispositivos e plataformas pode transformar a configuração de aparelhos em um processo desafiador. Handsets, smartphones, tablets com sistemas operacionais diferentes e funcionários que trabalham em vários locais torna a questão ainda mais complexa. 
No entanto, se um dispositivo é registrado em um servidor de gestão de dispositivo móvel, um perfil de configuração definido e gerenciado por um administrador de TI pode ser implementado, permitindo que o aparelho interaja com sistemas corporativos. Um nível adequado de encriptação pode também ser adicionado a quaisquer comandos provenientes do servidor para garantir que as configurações não possam ser alteradas sem a devida autorização.
4. Implementar a segurança adequada
Apesar do grande fluxo de dispositivos de consumo no local de trabalho, muitas organizações não implementaram controles de segurança em resposta ao movimento, deixando-os em risco. Pode acontecer a violações da segurança ou ainda perda de dados sensíveis.
A criptografia de dados é uma poderosa peça do quebra-cabeças da segurança móvel e muitas empresas não usam o recurso regularmente. Além de implementar a criptografia de dados, companhias precisam informar os trabalhadores sobre os riscos de não cumprir com os protocolos de segurança - há uma boa chance de que eles não tenham conhecimento dos riscos associados com o uso de seus dispositivos pessoais para fins profissionais.
5. Regular protocolos de aplicações
Levando em consideração que há milhares e milhares de aplicações móveis, protocolos fortes precisam ser instituídos para a implementação ou a gestão de aplicações.
Malwares constantemente invadem lojas de aplicativos, por isso, eles precisam ser verificados antes de serem autorizados pela empresa. Tais aplicativos maliciosos podem assumir o dispositivo móvel e operá-lo em segundo plano, sem que o usuário saiba, em busca de informações sensíveis, como senhas ou dados bancários.
6. Fornecer treinamento e suporte ao usuário final
Uma parcela relativamente pequena das funcionalidades do dispositivo móvel é usada numa base regular. Com dispositivos cada vez mais sofisticados, os usuários podem acabar subutilizando todas as funções que estão à sua disposição. 
Como resultado, a maioria das empresas se beneficia ao fornecer treinamento adequado ao usuário, incluindo como configurar e-mail, personalizar o dispositivo, selecionar aplicativos, compreender as capacidades do navegador, usar mensagens instantâneas e serviços de dados móveis e compreender as funções de atalho. 
Suporte e treinamento podem aumentar a eficiência do trabalhador e também reduzir os riscos de segurança, já que os funcionários podem compreender melhor como funcionam seus aparelhos.
Gerir a mobilidade do empregado não precisa ser um pesadelo. Com as estratégias adequadas, os empregados e empregadores podem colher os benefícios da mobilidade.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

CNASI - Congresso de Segurança da Informação, Auditoria e Governança TIC

Pessoal essa é uma dica que recomendo a todos os profissionais da área de Tecnologia, e, ou para todos os amantes do assunto também.

Abaixo segue maiores informações como data, assuntos, grade temária e outros.  Sou frequentador do evento, já estive com eles em São Paulo e no Rio de Janeiro, esse ano por alguns motivos profissionais e pessoais não pude comparecer em nenhuma data...

Quem puder ir, não irá se arrepender.

Data: 22, 23 e 24 de Outubro

Horário
08h30 às 20h30
Intervalo entre 12h30 e 14h00 para almoço

Local
Centro de Convenções Frei Caneca
Rua Frei Caneca, 569 – Consolação - 01307-001
São Paulo – SP

 Temas

  • Governança de TI
  • Compliance
  • Auditoria
  • Segurança da Informação

 Grade Temária: clique aqui 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Caça aos novos talentos de TI

Os setores privado e público resolveram atacar juntos o problema da escassez de mão de obra de TI no Brasil e tentar reduzir o déficit de talentos na área, que, segundo previsões da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), deverá fechar 2012 com carência de 115 mil especialistas. O resultado prático dessa parceria é um plano nacional para formação de TI, voltado inicialmente para o aprimoramento de jovens matriculados em Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFECTs), que abrange cursos superior, básico e profissional.

A iniciativa tem por objetivo melhorar a capacitação dos estudantes da rede federal de ensino técnico para que os futuros profissionais de TI ingressem no mercado de trabalho mais preparados para suprir as demandas da indústria. É uma tentativa para diminuir a distância que existe hoje no Brasil entre o que as empresas pedem e o que escolas e universidades estão entregando.

A maior reclamação da indústria é que as instituições de ensino não conseguem formar mão de obra em linha com as exigências para atender a um segmento dinâmico com tecnologias que aparecem muito rapidamente, como os movimentos de cloud computing, mobilidade e consumerização. Há ainda o anseio das empresas por talentos com domínio não apenas da parte técnica, mas que tenham tino para negócios.    

O plano nacional de formação em TI vem inicialmente para atender à lacuna técnica. O projeto será implementado pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), órgão do Ministério de Educação (MEC), com apoio da Brasscom, entidade que reúne empresas nacionais e multinacionais do setor como Accenture, Algar Tecnologia, Atos, Cisco, Ci&T, CPM Braxis/Capgemini, EMC, Google, HP, IBM, Intel, Itautec, Microsoft, Oracle e SAP.

Essas empresas sofrem com a escassez de profissionais capacitados para sustentar o crescimento de seus negócios e acompanhar o vigor do mercado brasileiro de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), que gerou receita de 197 bilhões de dólares em 2011, com crescimento de 10,9% na comparação anual, segundo relatório da IDC, contratado pela Brasscom. Desse total, a indústria de TI respondeu por 102,6 bilhões de dólares com incremento de 11,3% e Telecom por 94 bilhões de dólares, com expansão de 10,4%, sobre o faturamento do exercício anterior.

A pesquisa mostra que o setor de TI tem peso significativo na economia do País, tendo respondido por 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado. É um mercado considerado essencial para a competitividade e produtividade da economia nacional. Os estudos indicam que até 2015 o segmento continuará registrando taxas de crescimento em torno de 10%.

Segundo a Brasscom, o Brasil tem capacidade para se tornar um dos quatro principais centros de TI até 2022, com negócios de cerca de 210 bilhões de dólares, mais que o dobro do valor reportado no ano passado, representando entre 6% e 7% do PIB. Com esse arrefecimento, não há mágica. O País continuará demandando por mão de obra especializada e o déficit de talentos acompanhará a mesma taxa de crescimento da indústria.

O novo projeto faz parte das ações do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), criado pela presidente Dilma Roussef e regulamentado no final do ano passado com a missão de financiar cursos técnicos em larga escala para 8 milhões de brasileiros num período de quatro anos. Uma parte desse exército será formada por jovens que vão cimentar a base da pirâmide do setor de TI, já que hoje muitos profissionais qualificados acabam realizando tarefas básicas que poderiam ser exercidas por recém-formados.

“Conseguimos sensibilizar o governo sobre a necessidade de criar um plano nacional de formação para TI e saímos na frente por ser o único setor que já tem uma radiografia pronta, que mostra como está o mercado profissional, com refinamento em oito estados do País”, conta Sérgio Sgobbi, diretor de Educação e Recursos Humanos da Brasscom, que participa de reuniões com reitores de Institutos Federais de Educação Ciência e Tecnologia, ligados ao MEC e representantes do Sistema “S” (Senac, Senai, Sesc e Sesi), subordinados à Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Juntos, eles tentam formatar um programa para oferecer capacitação em TI para jovens do ensino técnico e estudantes de cursos superiores em tecnologia. “O secretário da Setec, Marco Antonio de Oliveira, abraçou a ideia e determinou a criação de um plano nacional”, afirma Sgobbi.

Mapa da qualificação de TI


O plano de capacitação que está sendo criado pela Setec e Brasscom, com base no diagnóstico do estudo “O Mercado de Profissionais de TI no Brasil”, realizado no ano passado pela associação, traça uma projeção dos alunos matriculados em cursos superiores da área entre 2010 e 2014, analisando grade curricular e taxa de evasão. O relatório englobou oito unidades da federação (BA, DF, MG, PR, PE, RJ, RS e SP), onde há maior concentração de companhias do setor.

Uma das constatações é que não há balanceamento entre os cursos que os alunos estão fazendo e o que as companhias demandam. Sgobbi cita o exemplo dos estados que formam profissionais de rede numa região em que as empresas buscam mais programadores. “Estamos fazendo um ajuste fino para buscar equilíbrio entre demanda e oferta”, conta o diretor da Brasscom.

Sgobbi constatou que um dos motivos para essa distorção é a falta de professores especializados em determinadas áreas, o que o plano nacional de formação de TI tentará corrigir. Sua previsão é que o projeto seja concluído neste semestre e possa começar em 2014 nos Institutos Federais de Educação, Ciência, e Tecnologia (IFECTs), que abrangem cursos superior, básico e profissional, que hoje somam 562 espalhados pelo Brasil.

“Acreditamos que o plano é o início de uma solução. Queremos atrair jovens para um setor, que é promissor, mas exige atualização constante. Esperamos poder dar respostas mais rápidas ao mercado”, afirma o diretor da Brasscom.

Aprendiz de TI

Um dos motivos da falta de talentos de TI é a carência de atrativos da profissão, que nem sempre é incentivada pelos pais, ao contrário do que acontece com outros cursos como Direito, Medicina e Engenharia. Para estimular o interesse da garotada a seguir carreira em tecnologia desde cedo, a indústria planeja também a criação do programa “Aprendiz de TI”, com modelo parecido ao adotado por empresas de outro segmento da economia. De acordo com a Brasscom, será implementado um projeto de aprendizagem, voltado para preparação e inserção de jovens a partir de 14 anos no mercado, conforme determina a lei.

Pela Lei 10.097/2000 de Aprendizagem, esses jovens podem ser contratados por companhias grandes e médias para capacitação profissional (prática e teórica). Ao se tornar um “aprendiz”, o estudante de ensino médio tem a chance de descobrir sua vocação para a carreira que pretende seguir. “Já montamos a grade do programa Aprendiz de TI e está em aprovação no Senai e MEC”, informa Sgobbi, reforçando que muitas organizações do setor têm interesse em trazer esses jovens com habilidade em tecnologia para seus quadros.

Para reforçar a capacitação de profissionais de TI que estão na universidade, a indústria vai apoiar o Programa Ciências Sem Fronteiras do governo federal, regulamentado no ano passado. O projeto do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e MEC prevê conceder até 75 mil bolsas em quatro anos. A ideia é promover intercâmbio de estudantes de graduação e pós-graduação no exterior para que busquem atualização e inovação em outros mercados.

“Sabemos que a possibilidade de um estágio lá fora melhora a qualidade dos profissionais brasileiros e estamos conversando com as companhias sobre a possibilidade de elas apoiarem essa iniciativa”, conta o diretor da Brasscom. Ele acredita que empresas como IBM, Microsoft, Intel e SAP e outras multinacionais que estão aqui podem fazer parcerias para enviar profissionais de TI para uma temporada de aprendizagem em suas unidades no exterior. É mais uma alternativa para aprimorar a capacitação dos talentos do País.

Lição de casa


Do lado das empresas, elas também estão fazendo a lição de casa para formar talentos com reforço dos programas de treinamentos. As ações passam por projetos de universidades corporativas, parcerias com instituições de ensino, novos processos de recrutamento de trainee e até mudanças na gestão de RH. São algumas medidas para reter cérebros e mantê-los longe da concorrência.
Uma das iniciativas que estão ganhando força nas corporações são os programas de trainee. O gerente da divisão de Tecnologia da Informação da consultoria Michael Page, Lucas Toledo, observa que muitas começaram a investir nesse tipo de estratégia. A Google é um exemplo disso.

“Muitas companhias selecionam estudantes que ainda estão na universidade ou recém-formados para capacitá-los de acordo com suas necessidades”, conta Toledo. Ana Claudia Reis, que é sócia e responsável pelas práticas de Tecnologia, Mídia, Telecomunicações e Serviços Profissionais da  CPPartners, acrescenta que mesmo empresas que já tinham ações nessa área estão fazendo reestruturação. A reformulação, segundo ela, faz parte de uma mudança das organizações para que obtenham mais sucesso nas contratações.

“Os programas de trainees estão sendo reestruturados porque as companhias têm de entender muito mais que apenas o perfil desses jovens inquietos. Mais importante do que colocá-los para fazer rodízios pelas várias áreas, é lançar desafios constantemente para mantê-los estimulados”, orienta a consultora.

“Os jovens não entram na companhia para fazer carreira, não querem rotina nem burocracia, porque olham desafio e inovação”, afirma a executiva. Muitos esperam, além os benefícios de praxe, participação nos lucros, pois têm espírito mais empreender do que as gerações anteriores. 
Em se tratando da formação desses jovens, Toledo analisa que os programas de trainee oferecem oportunidades de ensinar a eles não apenas a parte técnica, mas também aspectos de estratégias e negócios, competência muito exigida atualmente, mas rara de achar. “Hoje, avalio uma média de 250 currículos para encontrar cinco com requisitos solicitados pelos clientes”, informa o consultor.

Técnicos com “veia” para negócios estão sendo muito procurados, principalmente por empresas que desembarcam no Brasil. São os chamados analistas de negócios, que entendem de tecnologia e precisam saber como as ferramentas podem fazer a diferença para incremento de receitas. Como achar esse diamante virou uma operação de guerra, muitas corporações pararam de reclamar e investem pesado em treinamento, criando maior interação entre os times de negócios e os de TI com o objetivo de compartilhar conhecimento.

Toledo lembra que muitas tentaram buscar alguns talentos no mercado e até bancaram aumentos de salários para trazer profissionais da concorrência, inflacionando os salários. De acordo ele, esse foi um tiro no pé para algumas situações. “Alguns bons profissionais trocaram de emprego para ganhar mais, contudo não foram felizes nas escolhas. Hoje, as pessoas ficam onde gostam de estar e não só pelo dinheiro”, adverte o consultor.

RH ganha mais importância

Na avaliação de Ana Cláudia, uma das ações que as companhias estão adotando para resolver o problema da falta de talentos é o aprimoramento dos processos de contratação e de retenção. Em razão disso, ela diz que os departamentos de RH ganharam importância maior nas companhias com mudanças, inclusive de gestores, que precisam ter grande habilidade para conhecer a equipe de cima para baixo e criar programas de desenvolvimento de acordo com a cultura de cada um. A consultora observa contratações de diretores de negócios, que tenham perfil agressivo para conduzir essa área, que precisa acertar mais na hora de buscar novos profissionais.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Ministros inauguram centro de tecnologia para deficientes‎ em Campinas

O governo federal inaugurou hoje (20/7), em Campinas (SP), o Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNRTA), ação do Programa Viver sem Limite, gerenciado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O investimento inicial previsto é de 12 milhões reais.

O Centro não atenderá diretamente pessoas com deficiência, mas contribuirá para a melhoria da inserção delas na sociedade. O objetivo será articular uma rede formada por instituições e pela indústria, mobilizando e fomentando a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologia assistiva para que bens e serviços sejam distribuídos no mercado, com custos acessíveis.

De acordo com Victor Pellegrini Mammana, diretor do CTI, o alinhamento da demanda social à capacidade de inovação dos agentes de pesquisa é bastante atrativo para o setor produtivo, que é o responsável por levar a tecnologia assistiva até a sociedade. Ele aponta que atualmente, o local tem ao menos nove projetos em andamento para atender às necessidades de pessoas com deficiência.

O MCTI deverá repassar anualmente 1 milhão de reais para o custeio dos trabalhos do Centro, além de 500 mil reais para vinte núcleos organizados em várias universidades do País. Essa medida busca apoiar coordenadamente os esforços nacionais de produção de inovações tecnológicas nessa área.

A criação do Centro é uma das ações do componente de Ciência e Tecnologia do Plano Viver sem Limites, que também conta com 90 milhões de reais de crédito subsidiado e 60 milhões de reais de subvenção para financiar o desenvolvimento de produtos. “Trata-se de uma ação integrada para gerar inovação e difusão tecnológica em larga escala. E o CNRTA será líder desse processo”, diz Marco Antonio Raupp, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Para Maria do Rosário Nunes, ministra-chefe da Secretaria dos Direitos Humanos, o Viver sem Limites deve ser um plano federativo que potencializa a união, estados e município com a locação de recurso e políticas públicas.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Cinco verdades que os CIOs precisam aceitar

Para todos CIOs, uma infraestrutura de TI que não apresenta problemas, erro nas atualizações, não interrompe serviços nem sofre ameaças externas seria o ambiente perfeito. Mas a distância entre o sonho e a realidade pode ser muito maior do que eles imaginam.

A Computerworld da Espanha levantou dez das principais verdades, algumas óbvias e outras surpreendentes que muitos diretors de TI se negam a aceitar. A seguir você confere cinco delas:

1- A revolução do iPhone é irreparável 
Cada vez mais empresas estão implantando políticas favoráveis ao chamado Bring Your Own Device (BYOD), que permite que os funcionários tragam para o ambiente de trabalho seus próprios dispositivos móveis. Porém, ainda há muitas companhias, cujos departamentos de TI não têm nenhuma estratégia para abraçar esse movimento.

Estudos da IDC e de outras consultorias revelam que 95% dos empregados das empresas estão usando tecnologias (software e hardware) particulares no trabalho, mais do que o dobro do que seus executivos imaginam. Essa tendência se replica para os dispositivos móveis. O uso de smartphones pessoais no ambiente de trabalho vai dobrar até 2014, apontam as pesquisas.

O iPhone e o iPad têm sido os catalisadores dessa mudança tecnológica. A popularidade dos dispositivos da Apple estão impulsionando a consumerização e as organizações que não se adaptarem rapidamente, podem ter consequências irreparáveis.

Os departamentos de TI devem traçar estratégias para aceitar as tecnologias de consumo. Será impossível barrar consumerização na organização.

2-  Perda de controle do uso da TI na companhia
A perda de controle da TI pelos CIOs não se limita apenas aos dispositivos de consumo que estão invadindo o local de trabalho. Hoje as empresas estão lançando diversos serviços de TI na nuvem, que oferecem um menor custo de entrada e estão disponíveis com apenas um clique, mesmo de um telefone celular.

Essa facilidade faz com que os serviços de cloud computing possam ser perfeitamente contratados pelas áreas de negócios, sem envolver o CIO no processo. Isso não é ruim nem bom.

"Durante anos, o departamento de TI controlou todos os dispositivos e cada aplicação, diz Jeff Stepp, diretor da consultoria Copperport. Enquanto as unidades de negócio estão ganhando mais experiência, os CIOs adquirem novas habilidades e capacidades de gestão, reduzindo o tempo empregado com problemas operacionais.

Nesse novo cenário, o trabalho dos CIOs e dos administradores de sistemas passa a ser prover soluções que permitam com que os usuários tomem decisões corretas e não comprometam as políticas de segurança nem coerência com os sistemas globais da empresa, afirma Scott Goldman, CEO de TextPower.

Em definitivo, o papel dos CIOs está mudando. Eles deixarão de ser ditadores onipotentes sobre a infraestrutura de TI para se transformarem em coordenadores e integradores de tecnologias, que serão adotadas por cada área de negócio.

3- Obsessão para evitar paradas e indisponibilidade dos serviços
Até os centros de dados mais equipados registram paradas. Você acredita que tem disponibilidade quase 100%? É afortunado se tiver. Mesmo os centros de dados sofisticados ficam inativos, mas o problema é mais preocupante quando eles não contam com site de contingência.

Uma pesquisa global realizada em setembro de 2010 pelo Ponemon Institute, encomendada pela Emerson Network Power, com 450 diretores de data centers revelou que 95% deles sofreram ao menos uma parada em 24 meses. O tempo médio da indisponibilidade foi de 107 minutos. Isso é muito ou pouco? Depende da criticidade de cada negócio.

Em um mundo perfeito, todos os centros de dados são construídos com sistemas altamente redundantes, duas arquiteturas que nunca terão carga máxima acima de 50% em cada lado, diz Peter Panfil, vice-presidente da Liebert AC Power, uma divisão da Emerson Network Power.

Assim, o data center seria capaz de suportar altos picos quando os sistemas críticos estão em operação. A infraestrutura possui ainda sites para recuperação de desastres pronto para assumir a operação em caso de incidente.

Porém, no cenário real, 100% de disponibilidade só é possível se você estiver disposto a pagar por isso. A maioria das empresas não querem arcar com esses custos, diz Panfil. Isso obriga os gestores dos centros de dados a realizar jogo interminável e esperar que as quedas não ocorrem quando os sistemas críticos estão em carga total de processamento.

4- Os sistemas nunca serão 100% confiáveis  
Todos os CIOs exigem que os sistemas de gestão sejam completamente confiáveis e seguros. É um objetivo que fica mais na teoria que na prática. O esforço concentrado na confiabilidade e segurança pode causar danos graves e irreparáveis ​​em outras áreas.

Da mesma forma, o nível de segurança e confiabilidade ideal varia muito dependendo do negócios da companhia, diz Mike Meikle, CEO da consultoria de segurança Hawkthorne Group. Organizações que estão sujeitas a fortes exigências regulatórias, como a saúde ou bancos, aumentaram os mecanismos de proteção, mas provavelmente nunca alcançarão os níveis de segurança absolutos por causa das muitas mudanças nos regulamentos e as diferentes formas que podem ser interpretados.

"A questão não é dizer que uma rede é 100% segura, mas que é totalmente confiável", afirma Meikle. "Se um vendedor tenta defender o seu produto, ele garante confiabilidade total, mas está mentindo."

5 - A nuvem não vai resolver tudo
A computação na nuvem está nos planos das empresas. De acordo com previsões do Gartner, mais de 40% dos CIOs acreditam que a maioria de suas operações TI serão processadas por esse modelo até de 2015.

Mas a nuvem não é a salvação que todos os CIOs esperam. A perda de confiabilidade e segurança dos dados continuará a causar dores de cabeça para os departamentos de TI, com o agravante de que eles terão menos controle sobre o pessoal que gerencia os sistemas de cloud.

A cloud também traz um novo problema: como as organizações vão calcular seus gastos com TI? As áreas de negócio podem contratar seus serviços de nuvem atraídos pelo seu preço sem a supervisão do CIO. Esta prática pode gera risco significativo na gestão dos serviços globais de nuvem globais da companhia.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Como controlar o tsunami de dispositivos móveis pessoais nas empresas?

Difícil saber a origem desse fenômeno, batizado de consumerização, caracterizado pelo uso de dispositivos pessoais no ambiente de trabalho. Consultores acreditam na conjunção de mobilidade, surgimento de tecnologias inovadoras, redes sociais e facilidade de aquisição. Em dado momento, dizem, eles se alinharam e então lá estava ela, impertinente, pessoal e inevitável.

De fato, tudo pareceu contribuir para a construção do novo cenário, de acordo com Jorge Inafuco, gerente sênior de Retail & Consumer da PriceWaterhouseCoopers. Aqui no Brasil, afirma, ganhamos reforço também com a chegada ao mercado de consumo da tão propalada classe C, engrossando o volume de compras com nada menos do que entre 13 milhões e 15 milhões de novos consumidores, equivalente à população de alguns países. “Um alto crescimento de consumo, ou seja, incremento de cerca de 10% ao ano, que se estenderá pelos próximos cinco. E que impulsionou a aquisição de tecnologias como smartphones, tablets etc”, destaca. “Sem contar com a população jovem que invadiu o mercado de trabalho.”

A indústria movimenta-se para prover a consequente demanda ávida por soluções que ajudem no gerenciamento desse novo layout. Contudo, os fornecedores também vivenciam a ação do fenômeno e já apresentam quadros surpreendentes. É o caso da IBM, que anunciou em março deste ano gerenciar globalmente 80 mil dispositivos móveis pessoais, com projeção de atingir a marca de 200 mil até o final deste ano, segundo Cezar Taurion, diretor de Novas Tecnologias Aplicadas da IBM Brasil. Contingente que representa cerca da metade da força de trabalho da companhia no mundo.

Jeanette Horan, CIO da IBM, certamente tem muitos projetos de TI e sistemas com os quais se preocupar, mas talvez um dos mais prementes e oportunos seja a estratégia de Bring Your Own Device (BYOD – traga seu dispositivo móvel) em curso na Big Blue, extensiva aos 440 mil funcionários ao longo do tempo.

O time da companhia é “altamente móvel”, com integrantes trabalhando nas instalações dos clientes, em escritórios domésticos e outros locais fora dos edifícios corporativos. Jeanette aponta que a IBM tem há muito tempo um plano de mobilidade centrado na plataforma BlackBerry.

Mas com o tempo, mais iPhones e outros dispositivos começaram a ser usados. Foi então que a organização decidiu que era hora de encarar de frente o BYOD. “Se nós não suportarmos o uso desses dispositivos, os funcionários descobrem por conta própria como usá-los para acesso aos sistemas da companhia, colocando em risco informações corporativas”, diz.

O programa de BYOD da IBM, segundo Jeanette, é apoiar os empregados na forma como eles querem realizar suas atividades. “Eles terão a ferramenta mais adequada para fazer o seu trabalho. Quero me certificar de que podemos permitir que façam isso, mas de uma forma que garanta a integridade do nosso negócio.” Para tanto, a empresa emitiu uma série de “orientações de computação segura”, para aumentar a conscientização sobre a segurança online e a natureza sensível dos dados corporativos.

Taurion afirma que a política de consumerização da organização está focada em pontos claros do que “pode ou não pode”. “Começamos aos poucos e percebemos que era importante disponibilizar uma série de aplicativos, mas também definir as regras do jogo. Não podem usar Dropbox ou Siri. Isso porque, que garantia você tem em um mercado competitivo que não terá as informações acessadas? Temos de preservar os dados sensíveis da empresa”, explica.

Segundo ele, para entrar no programa de BYOD, o funcionário tem de assinar um acordo, que dá o direito a logar-se à rede, por meio do Traveler, da Lotus, que fornece um aplicativo cliente nativo a partir do qual os usuários móveis podem acessar o e-mail e o calendário Lotus Domino. A plataforma Tivoli EndPoint Manager ajuda no gerenciamento e na segurança. Caso o equipamento seja roubado ou perdido, é possível apagar todo o conteúdo. “Existem tecnologias de virtualização do equipamento móvel que pretendemos adotar para separar, no smartphone, o pessoal do corporativo. Mas ainda não é muito popular e tem restrições. Então vamos aguardar.”

Uma questão também enfrentada pelas organizações que optam pelo BYOD, incluindo IBM, diz respeito à possibilidade de desenvolver e manter aplicações nativas para cada plataforma móvel, ou se concentrar em aplicativos baseados em navegadores que possam ser escritos uma única vez e implementados multiplataforma. O padrão emergente HTML5, com as suas capacidades mais ricas, está ajudando a disseminar essa última opção.

“O HTML5 é, definitivamente, uma direção na qual estamos focados”, afirma Jeanette. “Não quero ter de manter aplicativos nativos para todos esses dispositivos. No entanto, não tenho certeza de que meus usuários vão achar essa opção aceitável”, diz ela.

Outra empresa que também gerencia um mar de dispositivos móveis pessoais mundialmente é a Cisco. Até fevereiro deste ano, anunciou administrar cerca de 50 mil. De acordo com Ghassan Dreibi, gerente de Desenvolvimento de Negócios da área de Borderless Networks da Cisco do Brasil, entre eles estão iPhone [21 mil], iPad [mais de 8 mil], BlackBerry [11 mil] e outros.

Dreibi diz que a consumerização vem afetando a Cisco desde 2010. “Eu tenho quatro dispositivos em uso. E acredito que a solução para gerenciá-los seja a nuvem, onde colocarei meus dados. Somente dessa forma vou ganhar eficiência. Será uma evolução.”

O executivo destaca que a Cisco está muito alinhada à preferência de uso do colaborador, que pode escolher o dispositivo de que gosta para trabalhar, e, portanto, convive em harmonia com o BYOD.

“Ela ingressou muito cedo nesse mundo. Há mais de dez anos, promove e incentiva a mobilidade. O ambiente físico da empresa não comporta mesas de trabalho, ninguém tem mesa aqui. Nossas instalações têm capacidade para absorver apenas 30% da totalidade de nossa força de trabalho. Funcionamos muito bem remotamente e usamos bastante o modelo de colaboração”, descreve.

Segundo Dreibi, a estrutura de rede da empresa permite que o funcionário use qualquer tipo de máquina. Ele poderá utilizar qualquer solução de que goste e trazer para a rede. Porém, a arquitetura consegue identificar quem é esse usuário, que perfil ele tem, e se estiver tudo ok, o acesso é liberado. Caso contrário, ficará em quarentena.

O primeiro passo para estar em linha para acessar a rede da Cisco com o dispositivo móvel pessoal acontece no departamento de Recursos Humanos (RH). “Eles formatam o perfil do usuário, registram o equipamento, e outros procedimentos como: esse usuário pode trabalhar remoto, pode usar tablet etc. TI então cria as permissões e o usuário entra na rede tão logo seja identificado e autenticado.”

A liberdade de uso dos dispositivos pessoais é customizada, cada um tem uma permissão diferente, segundo o executivo. E a Cisco não permite equipamentos que tiveram seus códigos quebrados. “Além disso, todos devem estar em conformidade com as políticas estabelecidas pela empresa”, relata.

Na avaliação de Dreibi, o BYOD funciona bem. “Ferramentas de controle de segurança sempre existiram e estiveram disponíveis, mas nunca foram tão adotadas como agora.”

O avanço da aceitação
Na mineradora Paranapanema, a consumerização é considerada boa para funcionários e para a empresa. É o que afirma Alessandre Galvão, CIO da companhia.“Temos de tratar isso com políticas de segurança e forte governança. Procuramos minimizar riscos e garantir mais proteção”, diz e alerta: “Melhor reconhecer, aceitar e estabelecer mecanismos de controle do que se deparar com ações escondidas”.

Desde diretores a consultores são estimulados a levar seus equipamentos. “Há três anos, permitimos o conceito e nos preparamos para isso. Ao longo desse tempo, discutimos esse cenário no sentido de criarmos um ambiente flexível e ao mesmo tempo seguro”, explica.

Como é a gestão? “Usamos ambientes virtualizados para que possamos segregar a atuação do usuário na nossa rede. Mas ainda não é um ambiente com segurança total”, revela, acrescentando que é possível identificar quem está-se logando à rede corporativa. “Somos notificados online e monitoramos sim 24x7 e, se necessário, bloqueamos o acesso.”

Embora o executivo diga que ainda não tem como mensurar os ganhos em produtividade, afirma que a satisfação do usuário é um fator muito importante. “Somos uma empresa moderna que acompanha as tendências. Acho que a consumerização só tem pontos positivos. A organização é que tem de aprender a lidar com isso, com essa realidade”, alerta o CIO, que gerencia 80 dispositivos móveis pessoais do total de cem funcionários.

A empresa de transporte Patrus também classifica a consumerização como um movimento que não tem volta. “Minimiza o uso da montanha de equipamentos entre pessoais e corporativos. Chegamos a ter um funcionário carregando dois notebooks na sua mochila, o dele e o da empresa. Porque não era permitido misturar esses mundos”, lembra Manuel Landeiro, CIO da companhia.

Ele revela que a consumerização começou de maneira desordenada, pressionada por demandas vindas de alguns gerentes comerciais, que trabalham mais em campo, e que alegaram ter equipamentos mais modernos. “Solicitaram o uso corporativo. Avaliamos que o equipamento que oferecemos estava-se tornando um estorvo para eles. Surgiu então uma estratégia para BYOD”, conta Landeiro, que aponta a queda do dólar no final do ano passado como agravante da explosão de devices nas mãos de funcionários.

“Começamos com a liberação de e-mails. Que já temos o controle da segurança. Com a nova lei trabalhista, ficamos mais atentos ao uso de correios eletrônicos. Para quem tem cargo de confiança, sincronizamos a liberação 24x7, já para os outros, bloqueamos às 18h”, explica.

Landeiro relata que estão no início do processo de BYOD, que deverá ser intensificado no próximo ano. Isso porque, para garantir a segurança, irão investir em virtualização de desktop (VDI). Dessa forma, prossegue, os colaboradores poderão usar seus dispositivos apenas como uma carcaça, não realizando qualquer tipo de troca de informação ou download de aplicação. Em teste, estão apenas sete usuários, e a massificação está programada para 2013 e deve se estender a 150 funcionários, entre os mais de 2 mil que integram a força de trabalho da corporação.

“Ao conectar na empresa, ele entrará em uma rede separada, uma VLAN (rede virtual), e terá acesso apenas ao que tem direito e estabelecido pela empresa”, ressalta o CIO, revelando que cloud computing foi a grande estratégia junto à diretoria para viabilizar o projeto de preparo para a consumerização.

Na Scopel Desenvolvimento Urbano, existem mais dispositivos móveis do que colaboradores, segundo o CIO da empresa Anibal Mendes. “Desde notes, smartphones e tablets, eles já ultrapassam em 50% nossa força de trabalho”, diz e acrescenta que a consumerização não é um problema para a companhia e sim uma realidade.

“A empresa no momento está transformando a arquitetura de TI. Estamos formatando políticas de segurança para controle desses dispositivos. Eles dependem de autenticação e outros procedimentos, mas o importante é que estamos em linha com a prática”, avisa. “Para isso, contamos com consultorias nos apoiando na construção desse novo modelo, que terá como base a participação de toda a empresa e não somente da TI.”

Mark Crofton, executivo responsável pelo tema de mobilidade da SAP no Brasil e América Latina, diz que a empresa gerencia 40 mil dispositivos móveis pessoais, sendo 18 mil iPads mas há suporte para BlackBerry, iPhone, Android e Windows. “A produtividade e a eficiência são grandes benefícios.”

O acesso a informações corporativas, incluindo dados e e-mails, é permitido ou negado a qualquer momento. “Nosso departamento de TI na SAP Brasil tem o poder de barrar um dispositivo móvel em um minuto. Como fazemos isso? Por meio de um de nossos produtos, o Afaria, solução de gestão de dispositivo móvel.”

Na Siemens, segundo Charles Sola, gerente de Solutions Technical Sales da Siemens, a maioria dos funcionários usa smartphones próprios. “A partir do iPhone é possível acessar aplicações corporativas, e-mails e ferramentas de CRM e ERP”, aponta.

Na avaliação do executivo, a mobilidade só faz a diferença se o usuário consegue, de um shopping, casa ou café, realizar suas atividades. “E para isso precisa se logar à rede corporativa.”

Mas ele considera o grande desafio a questão da segurança, porque quando o colaborador traz para a empresa o seu terminal, ela torna-se crítica. O complicado, em sua análise, é permitir o funcionário acessar os serviços da empresa sem necessariamente estar isolado do ambiente, com segurança e autenticação. “E conseguimos isso com as nossas soluções, que oferecemos no mercado.”

Thiago Siqueira, diretor de Engenharia e Tecnologia da Avaya, observa que hoje, o tipo de device que será usado no ambiente corporativo não é mais uma decisão somente da empresa. “Impacta na governança de TI. Temos então de endereçar a questão da governança e de compliance”, afirma o executivo, que também aponta a capacidade da rede em absorver todos esses devices como outra questão a ser levantada nesse cenário.

Ele acena com dados do Gartner, que mostram que 70% dos usuários logados em redes corporativas por meio de seus dispositivos o fazem via redes wireless, principalmente e, depois, pela rede cabeada. “O impacto que estão causando nas redes wireless é significativo, porque até 2015, 80% delas estarão obsoletas para suportar esse crescimento de acesso”, avisa e destaca outro ponto interessante da pesquisa: “Até 2013, os usuários terão em média entre três a cinco dispositivos diferentes”.

Cuidados com a lei
A falta de regras para a consumerização traz riscos jurídicos e financeiros para empresas e funcionários. Para evitar complicações futuras, a advogada Patrícia Peck, especializada em Direito Digital, recomenda que as companhias adotem medidas específicas sobre esse assunto.

“A consumerização mudou o jeito da TI tratar as tecnologias”, afirma Patrícia. Para minimizar os riscos digitais, a advogada recomenda que seja criada uma norma específica estabelecendo regras para dispositivos de uso pessoal na rede corporativa. Como esse tema é novo, as políticas de segurança da informação não tratam o assunto.

As regras devem informar sobre o conteúdo acessado, políticas de segurança, suporte e atualizações das aplicações, se haverá inspeção dos terminais e as responsabilidades do empregado e da empresa.

Caso a TI constate que o funcionário está infringindo as regras, ao usar por exemplo, programas piratas, a advogada afirma que a empresa tem o dever de informá-lo e bloquear o acesso do equipamento ao ambiente corporativo se ele não corrigir o problema.

Segundo Patrícia, a empresa não é penalizada nessa situação porque o infrator é o empregado. Porém, se a companhia constatar esse tipo de problema e não tomar providências em 72 horas pode ser considerada negligente se houver fiscalização. Ela pode pagar multa na Justiça e o empregado ser punido de acordo com a lei.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Cursos Gratuitos Microsoft

Introdução à Business Intelligence

Este curso prepara o profissional na capacitação de implementação de uma solução de Business Intelligence (BI). Serão abordados os conceitos chaves e as tecnologias necessárias para obter sucesso em uma implementação de BI.
http://www.microsoftvirtualacademy.com/tracks/introducao-a-business-intelligence

Introdução ao SQL Server 2008 R2

Este curso prepara o profissional na capacitação para a implementação de uma solução de SQL Server 2008 R2. Serão abordados os conceitos chaves sobre Alta Disponibilidade, as Ferramentas, Edições e as pricipais funcionalidades que compõe a plataforma SQL Server 2008 R2.
http://www.microsoftvirtualacademy.com/tracks/introducao-ao-sql-server-2008-r2

 

Configurando o Windows 7: Exame 70-680

Este curso o profissional no exame oficial da Microsoft 70-680 (Configurando Windows 7). Através de vários vídeos e simulados você poderá se preparar melhor para o exame.
http://www.microsoftvirtualacademy.com/tracks/configurando-o-windows-7-exame-70-680

 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Cursos ON-LINE

Bom dia Pessoal,

Acabei de conhecer um site super interessante sobre cursos ON-LINE eu já conhecia outros sites e inclusive já tinha mandado materiais para vários outros sites de treinamentos e de cursos. Como alguns sabem eu já ministrei aula de Hardware, Redes e Server em algumas das principais escolas de informática aqui de Fortaleza e agora como estou com esse tempinho livre em casa fui buscar sites de parceiros de cursos e encontrei o Cursos24horas.

Site bastante interessante material super didático e o preço é o melhor.

Vale a pena conferir, acessem o link abaixo e saiba porque usar o site.

http://www.cursos24horas.com.br/parceiro.asp?cod=promocao58279

segunda-feira, 12 de março de 2012

Fundação Vanzolini oferece cursos de capacitação em TI

A Fundação Vanzolini oferece cursos para profissionais que querem aprofundar seus conhecimentos em tecnologia da informação. O de Capacitação em Aplicações para a Gestão Estratégica do Conhecimento aborda desde os conceitos da gestão do conhecimento, métodos de mapeamento e ferramentas. Já o de Gestão da Tecnologia da Informação visa capacitar os profissionais a ter uma visão completa dos negócios em TI.
O recém-criado Business Intelligence tem como objetivo auxiliar o aluno a compreender os principais aspectos e técnicas de identificar, extrair e analisar dados do negócio e desenvolver planos estratégicos de implementação para a competitividade utilizando recursos de TI.

Curso de Capacitação em Aplicações para a Gestão Estratégica do Conhecimento
Carga Horária: 52 horas
Horário: terças, das 19h às 22h15
Inscrições abertas até: 12/03/2012
Início previsto das aulas : 20/03/2012
Curso de Capacitação em Gestão da Tecnologia da Informação
Carga horária: 120 horas
Horário: terças e quintas-feiras, das 19h às 22h
Inscrições abertas até: 25/3/2012
Início previsto das aulas : 3/4/2012
Curso de Capacitação em Business Intelligence
Carga horária: 72 horas
Horário: terças e quintas-feiras das 19h às 22h
Inscrições abertas até: 25/3/2012
Início previsto das aulas : 3/4/2012
local dos cursos:
Centro de Treinamento da Fundação Vanzolini – unidade Paulista
Endereço: avenida Paulista, 967 – 5o andar
Informações: 0800 770 06 08 (Estado de São Paulo); (11) 3145-3717 (demais regiões)
Cursos in company: (11) 3024-2262
site: http://www.vanzolini.com.br

terça-feira, 6 de março de 2012

CNASI - Congresso de Auditoria de TI, Segurança da Informação e Governça

Bom amigos, faço-me presente ao evento fazem 5 anos... esse ano não poderei ir por motivos pessoais e financeiros, mas tomei a liberdade de aqui divulgar o evento... Vale muito a pena para quem quer conhecer mais sobre Segurança da Informação.

Em 2012 o CNASI- Congresso de Auditoria de TI, Segurança da Informação e Governança- Rio de Janeiro completa sua 15º edição. Este ano o evento ocorrerá nos dias 26 e 27 de março das 8h30 às 17h30, no Centro de Convenções Sulamérica - Av. Paulo de Frontin, nº 1.
Para está data especial uma programação foi montada com foco em Governança de TI, Compliance e Auditoria. Dentro da temática serão desenvolvidos cursos para profissionais de Tecnologia da Informação com os melhores especialistas do mercado. Palestras técnicas e casos de sucesso, também fazem parte do CNASI-RJ, desta vez serão apresentados conceitos e experiências de empresas da área de TI. Para completar haverá painéis de discussão sobre os temas mais instigantes de Auditoria.
A 15º edição do CNASI-RJ contará com a presença de autores conceituados, para sessão de autógrafos. No dia 26 o Sr. Edison Fontes, autor de Praticando a Segurança da Informação, e dia 27 a Dra. Patrícia Peck, autora do livro e áudio-livro - 4ª Edição Direito Digital.
Profissionais como Rodolfo Giacco - Coordenador de Planejamento de Segurança da Informação da TV GLOBO, Antonio Luiz De Almeida Vieira- sócio-diretor da OYS Academy e Hugo Coelho De Alvarenga Peixoto-coordenador de segurança da informação da Petrobras, fazem parte do time de especialistas que ministrarão cursos e palestras na CNASI-RJ.
As inscrições estão abertas através do site: www.cnasi.com.br/rj/inscricao.php

segunda-feira, 5 de março de 2012

BNDES repassa R$ 1,9 bi para Senai reforçar formação em TI

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acaba de aprovar um empréstimo de 1,5 bilhão de reais para o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).  O financiamento, corrigido pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 1,4% ao ano, será amortizado em 12 anos. 
Com o crédito do BNDES e mais 400 milhões de reais de recursos próprios, o Senai ampliará sua atuação em todo o País. No total, será investido 1,9 bilhão de reais na construção de 53 centros de formação profissional, na compra de 79 unidades móveis e na reforma de escolas. Além disso, serão instalados 23 institutos de inovação e 38 institutos de tecnologia, que darão apoio à indústria. 

A ampliação e a modernização das instalações aumentarão a capacidade do Senai de oferecer cursos para formação profissional e soluções tecnológicas para as indústrias.  O objetivo da entidade, um dos principais parceiros do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), do governo federal, é dobrar em dois anos o número de matrículas de educação profissional. Em 2011, a instituição registrou 2,4 milhões de matrículas. A meta é alcançar 4 milhões de matrículas ao ano em 2014.

“O Senai funcionará como um trampolim para a competitividade da indústria brasileira, seja na capacitação da força de trabalho, seja na agenda de tecnologia e de inovação”, explica o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi. Segundo ele, a qualificação de pessoas e a inovação são decisivas para a indústria agregar valor à produção e ganhar competitividade.


Fonte:
http://computerworld.uol.com.br/blog/profissao-ti/2012/03/02/bndes-repassa-r-19-bi-para-senai-reforcar-formacao-em-ti/

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Cursos de soluções Microsoft

Bom diaaaaa!!!!

Semana começando e aqui em Fortaleza muita chuva. Essa semana será bem movimentada aqui pelo Blog, estamos pertinho de completar os primeiros 1000 acessos, e com isso teremos algumas novidades e uma semana recheada de posts interessantes para todos os gostos. E para começar segue o link onde você pode ter acesso a alguns cursos realizados pela comunidade Technet da Microsoft nos estados brasileiros.

https://msevents.microsoft.com/cui/default.aspx?culture=pt-BR

Vale a pena conhecer, e lembrem-se de compartilhar.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Treinamento Hands on Lab sobre a plataforma Windows Azure - MIC Fortaleza

Treinamento Hands on Lab sobre a plataforma Windows Azure - MIC Fortaleza Identificação do Evento: 1032505794 Microsoft Innovation Center Fortaleza Rua Chico Lemos 946 Fortaleza Brasil Devido à grande procura, as inscrições para este evento foram encerradas. Procure outro evento. Idioma(s):  Português. Produto(s):  Windows Azure. Público(s):  Arquitetura, Dev/Programador Pro, Generalista de TI e Implementador de TI. Treinamento técnico de um dia para você e sua equipe técnica aprenderem a desenvolver soluções utilizando o Windows Azure. Especialistas técnicos do Microsoft Innovation Center apresentarão a plataforma sobre o ponto de vista de técnico, entrando em detalhes de implementação. Você terá a oportunidade de usar o Visual Studio e o Windows Azure SDK num laboratório prático utilizando ASP.NET, Blob Storage, SQL Azure, Caching e outras funcionalidades importantes da plataforma Windows Azure. Após uma introdução técnica, você verá diversas funcionalidades do Windows Azure e códigos fonte de como acessá-las via as APIs gerenciadas do Windows Azure SDK. Serão abordadas funcionalidades como: Web, Worker e VM Roles; Blob, Table e Queue Storage; Local Store;  Caching; SQL Azure; dentre outras. Aproveite a oportunidade para conhecer o time do Microsoft Innovation Center, apresentar sua empresa e tirar suas dúvidas. Se você tem interesse em desenvolver uma aplicação na plataforma Windows Azure ou já tem uma aplicação desenvolvida, cadastre sua aplicação no MPR (Microsoft Platform Ready: www.microsoftplatformready.com/brasil/home.aspx) O evento acontecerá no Microsoft Innovation Center Fortaleza Rua Chico Lemos, 946, Fortaleza - CE, Data:  10 de Março de 2012, das 9h até 18h.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

TOP 10 das Principais Certificações Profissionais para T.I

Abaixo está o TOP 10 das principais certificações ofercidas para o mercado de trabalho na área de T.I.

  1. PMP (Project Management Professional)
  2. CCNA (Cisco Certified Network Associate)
  3. Security+
  4. A+
  5. MCSE (Microsoft Certified Systems Engineer)
  6. Network+
  7. MCP (Microsoft Certified Professional)
  8. CISSP (Certified Information Systems Security Professional)
  9. ITIL (Information Technology Infrastructure Library)
  10. MCITP (Microsoft Certified IT Professional)
 Contribuilção do grande amigo e profissional Richard Anderson:
 richard.aslino@gmail.com

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Para aqueles que querem aprender mais sobre Tecnologia

A Microsoft Brasil está com inscrições abertas para a 10ª edição do programa de capacitação para o mercado de tecnologia Students to Business – S2B. Ao todo, o curso terá aulas em 40 localidades espalhadas por 11 Estados e o Distrito Federal. O objetivo é auxiliar jovens interessados em seguir carreira na área de TI, capacitando nas áreas de Desenvolvimento de Software, Infraestrutura, Banco de Dados (DBAs), Criação de Websites e CRM (Dynamics).

O gerente de programas acadêmicos da Microsoft Brasil, Cristian Fialho, explica que o treinamento tem três etapas: “Logo na primeira fase do treinamento, todos os alunos têm acesso a informações sobre o mercado de tecnologia e são contemplados com o programa Microsoft DreamSpark, que oferece gratuitamente diversas licenças de software para desenvolvimento, desenho e criação, além dos treinamentos técnicos”. De acordo com a empresa, a carga horária do curso pode chegar a 84 horas.

No Brasil, a empregabilidade do curso pode chegar a 80%. Segundo o executivo, o curso brasileiro é o que mais registra inscrição de alunos. O Students to Business é oferecido em mais de 60 países, segundo a própria Microsoft. Realizado no Brasil desde 2007, o Students to Business já beneficiou mais de 100 mil estudantes.

As incrições podem ser feitas até o dia 13 de março.