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domingo, 2 de junho de 2013

Aprovado pela CCT, Projeto de Lei que isenta impostos para as micro e pequenas empresas de TI.

A criação das empresas do ramo de tecnologia da informação, vem crescendo gradativamente de acordo com o aumento da demanda dos serviços, entretanto, muitas vão à falência muito antes de completarem dois anos de funcionamento. Fatos que norteiam esta evidência, estão agregados à inexperiência  gerencial, burocratização dos serviços, bem como, o nível elevado da carga tributária.
Para tanto, o senador José Agripino (DEM-RN), instituiu um projeto que atendesse o fomento dessas empresas, de acordo com redação dada pelo site Agencia do Senado, "projeto que concede isenção de impostos federais a novas micro e pequenas empresas de tecnologia da informação e comunicação foi aprovado nesta terça-feira (28) na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). A matéria precisa ainda ser aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), antes de seguir para a Câmara."
Com intuito de incentivar empreendedores à ingressar no mercado, cria-se o Projeto de Lei PLS nº 321/2012 que dispõe sobre o Sistema de Tratamento Especial a Novas Empresas de Tecnologia - (SisTENET), projeto esse denominou tais empresas como Start-up. As novas empresas que se ajustarem às primícias do Art 2º do referido projeto de lei, poderão aderir ao sistema SisTENT no ato da inscrição na Receita Federal, pelo período de 02 anos, prorrogáveis pelo mesmo período, a contar da data da sua fundação.
O projeto em referencia, propõe a isenção total e temporária dos impostos federais, municipais e estaduais. Visto que, a receita bruta não poderá exceder o valor máximo de 30 mil reais, durante o período de vigência do cadastro no SisTENET.
Ainda de acordo com o site Agencia do Senado, "O Autor do projeto, o senador José Agripino (DEM-RN) explica que as start-ups são empresas “iniciantes e inovadoras, fruto das iniciativas de jovens que transformam boas ideias, muitas vezes concebidas no seio das universidades, em negócio lucrativos”.
 
Fonte: Portal GSTI

terça-feira, 9 de abril de 2013

Oi passa a oferecer banco de dados da Microsoft na nuvem

A Oi ampliou a oferta de computação em nuvem para o mercado corporativo. A empresa passa a entregar o banco de dados SQL Server da Microsoft, complementando a solução Oi Smart Cloud.

Com a inclusão do SQL Server 2012 da Microsoft em sua oferta de infraestrutura como serviço (IaaS) do Oi Smart Cloud, a Oi passa a oferecer também o recurso banco de dados que ajuda as organizações a armazenar, gerenciar e analisar todas as informações, em qualquer lugar e a qualquer hora. 

O grande diferencial é que os clientes da companhia poderão adquirir o serviço de acordo com a demanda, pagando somente pelo uso. 

A Oi lançou o serviço Smart Cloud no início do ano passado para as grandes corporações. No final de 2012 estendeu a oferta para as pequenas e médias empresas. A Oi investiu cerca de 30 milhões de reais na plataforma de nuvem.

Fonte: computerworld

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Seis dicas para garantir a segurança e a gestão de tablets e smartphones

Neste ano houve muita discussão sobre o crescente fluxo de dispositivos de consumo sendo usados para fins profissionais e pessoais. Muitas organizações ainda estão encontrando o caminho das pedras para garantir os níveis de segurança adequados e gerenciamento dos dispositivos que foram levados para dentro das empresas.
Ao considerar o poder que aplicações e malwares podem exercer sobre tablets e smartphones e ainda a constante atualização de soluções para gestão de aparelhos, líderes de segurança têm, de fato, muitos desafios pela frente.
Aqui estão seis dicas para ajudar a obter uma gestão eficiente e blindar os dispositivos móveis:
1. Ter uma política móvel forte
Essa parece ser uma dica simples e óbvia, mas, muitas vezes, há uma clara desconexão entre funcionários e expectativas dos empregadores de como os dispositivos de consumo serão utilizados na empresa.

Pesquisa da consultoria IDC descobriu que não apenas os trabalhadores estavam usando seus dispositivos o dobro do permitido, como também pensavam que os empregadores eram muito mais permissivos no uso de dispositivos de consumo do que eles realmente eram. Por isso, é vital contar com uma política de uso móvel claramente definida para evitar esse tipo de mal-entendido.
Uma política de uso de dispositivos móveis é uma estrutura que define quem são os usuários e quais dispositivos eles podem usar e orienta sobre quais plataformas e aplicações que podem e não podem ser utilizadas. As empresas devem definir claramente políticas em torno de reembolso e quais aplicativos os usuários podem acessar por meio de dispositivos pessoais, juntamente com uma orientação clara sobre quem controla os dados dos aparelhos.
2. Crie um inventário de ativos
Como você pode ter certeza da segurança de dispositivos móveis dos funcionários se não sabe quantos estão lá fora e de quem são? A implementação de um sistema de gestão robusto e atualizado regularmente é parte vital de qualquer sistema de gestão de dispositivos móveis.
Embora muitas empresas tenham um inventário de ativos fixos e sem fio, a maioria não é atualizado e validado em uma base regular. Isso leva a potenciais problemas de segurança a partir de dispositivos desconhecidos ou que estejam sendo usados de forma inadequada. Companhias com inventários precisos têm uma visão muito mais clara de seus ambientes de telecom.
3. Garantir a configuração adequada dos dispositivos
A variedade de dispositivos e plataformas pode transformar a configuração de aparelhos em um processo desafiador. Handsets, smartphones, tablets com sistemas operacionais diferentes e funcionários que trabalham em vários locais torna a questão ainda mais complexa. 
No entanto, se um dispositivo é registrado em um servidor de gestão de dispositivo móvel, um perfil de configuração definido e gerenciado por um administrador de TI pode ser implementado, permitindo que o aparelho interaja com sistemas corporativos. Um nível adequado de encriptação pode também ser adicionado a quaisquer comandos provenientes do servidor para garantir que as configurações não possam ser alteradas sem a devida autorização.
4. Implementar a segurança adequada
Apesar do grande fluxo de dispositivos de consumo no local de trabalho, muitas organizações não implementaram controles de segurança em resposta ao movimento, deixando-os em risco. Pode acontecer a violações da segurança ou ainda perda de dados sensíveis.
A criptografia de dados é uma poderosa peça do quebra-cabeças da segurança móvel e muitas empresas não usam o recurso regularmente. Além de implementar a criptografia de dados, companhias precisam informar os trabalhadores sobre os riscos de não cumprir com os protocolos de segurança - há uma boa chance de que eles não tenham conhecimento dos riscos associados com o uso de seus dispositivos pessoais para fins profissionais.
5. Regular protocolos de aplicações
Levando em consideração que há milhares e milhares de aplicações móveis, protocolos fortes precisam ser instituídos para a implementação ou a gestão de aplicações.
Malwares constantemente invadem lojas de aplicativos, por isso, eles precisam ser verificados antes de serem autorizados pela empresa. Tais aplicativos maliciosos podem assumir o dispositivo móvel e operá-lo em segundo plano, sem que o usuário saiba, em busca de informações sensíveis, como senhas ou dados bancários.
6. Fornecer treinamento e suporte ao usuário final
Uma parcela relativamente pequena das funcionalidades do dispositivo móvel é usada numa base regular. Com dispositivos cada vez mais sofisticados, os usuários podem acabar subutilizando todas as funções que estão à sua disposição. 
Como resultado, a maioria das empresas se beneficia ao fornecer treinamento adequado ao usuário, incluindo como configurar e-mail, personalizar o dispositivo, selecionar aplicativos, compreender as capacidades do navegador, usar mensagens instantâneas e serviços de dados móveis e compreender as funções de atalho. 
Suporte e treinamento podem aumentar a eficiência do trabalhador e também reduzir os riscos de segurança, já que os funcionários podem compreender melhor como funcionam seus aparelhos.
Gerir a mobilidade do empregado não precisa ser um pesadelo. Com as estratégias adequadas, os empregados e empregadores podem colher os benefícios da mobilidade.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Brasil tenta vencer o jogo de 4G para enfrentar a Copa do Mundo

O Brasil se aquece para tentar colocar 4G em campo a tempo da Copa do Mundo. O pontapé inicial para lançamento comercial dos serviços está previsto para 16/10, quando a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) assina os contratos que autorizam a prestação desse serviço no País. Enquanto aguardam essa data, as operadoras realizam pilotos para construção da infraestrutura que vai transmitir os jogos.
A Oi inaugurou ontem sua rede baseada na nova tecnologia no Rio de Janeiro. A Claro já apresentou testes, mas Vivo/Telefônica e TIM ainda não fizeram demonstrações públicas do novo serviço. Espera-se que elas revelem seus planos durante a Futurecom 2012, que abre na próxima semana no Rio.

O leilão para venda das frequências de 2,5 GHz que, serão adotadas inicialmente para a prestação dos serviço de 4G no Brasil, aconteceu em junho, quando a Anatel arrecadou 2,9 bilhões de reais com a comercialização dos lotes de faixas nacionais e regionais. Os quatro pacotes nacionais foram arrematados pelos quatro grupos: Claro, Oi, Vivo/Telefônica e TIM.

Pelos termos do edital, as operadoras que compraram as novas faixas são obrigadas a colocar as redes 4G em operação até 30 de abril do próximo ano nas cidades-sede da Copa das Confederações, que será realizada um ano antes da Copa do Mundo. Já a cobertura dos serviços nas cidades-sede e subsedes do mundial de futebol tem que estar disponível até 31 de dezembro de 2013.

Como faltam apenas sete meses para que as operadoras atendam ao primeiro prazo, há questionamentos no mercado se há tempo hábil para que as companhias consigam cumprir a meta. Entretanto, o governo garante que as empresas se comprometeram com as datas quando participaram do leilão e que as novas redes ficam prontas sim um ano antes da Copa.
A Anatel assina o contrato com as companhias somente no próximo dia 16. Depois de publicação no Diário Oficial da União é que as empresas poderão lançar os serviços comercialmente. Para João Rezende, presidente da Anatel, que participou ontem da inauguração da rede 4G da Oi no Rio de Janeiro, a agência está obedecendo aos cronogramas previstos e que não há atraso por parte do órgão regulador.

O ministro das Comunicações Paulo Bernardo confirma que o Brasil terá 4G bem antes do mundial de futebol. "O governo está trabalhando para resolver os problemas com antecedência, pois há mais de dois anos para a Copa", garantiu durante sua passagem por São Paulo na semana passada, quando participou da inauguração do data center da Embratel.

Para o presidente da Oi, Francisco Valim, os cronogramas da construção das redes 4G não são o que mais gera ansiedade. "O que nos preocupa mais é a capacidade de infraestrutura", afirmou destacando a dificuldade para instalação das antenas para prestação do novo serviços nas cidades. "Vamos ter o compartilhamento, mais ainda não está claro quando teremos envolvimento das operadoras participantes", comenta.

Paulo Bernardo tenta tranquilizar o mercado, sinalizando a regulamentação que o governo está trabalhando para compartilhamento da infraestrutura de telecom e também a lei nacional para resolver o imbróglio da instalação de antenas de celulares, que hoje tem regras diferenciadas para cada município.

Há também discussões com as operadoras para que cheguem a um acordo sobre o modelo ideal de compartilhamento da infraestrutura das redes. A expectativa do ministro é de haja um consenso até o final desde mês para que dê tempo incluir esse tema no Plano Geral de Metas de Competição (PGMU), previsto para ser votado no final de outubro.

Projeto das operadoras
Enquanto as arestas da infraestrutura não são aparadas, as teles estão mobilizadas internamente, trabalhando em projetos pilotos de 4G. Depois de um período de teste do serviço no Rio de Janeiro, com simulação prática na conferência Rio+20 e em Brasília, a Oi inaugurou ontem sua rede na capital fluminense.

Num primeiro momento, o serviço terá cobertura no bairro do Leblon e imediações da região Sul. O lançamento do serviço comercial está previsto para novembro, depois que a operadora assinar o contrato para operação da frequência de 2,5 GHz com Anatel, em 16/10. Em dezembro de 2012, o serviço da Oi será expandido no Rio de Janeiro e chegará a outras três cidades brasileiras: São Paulo, Brasília e Belo Horizonte.
Pelos cronogramas da operadora, até abril de 2013, o serviço de 4G estará em operação comercial com cobertura de 50% de sete municípios do Brasil, incluindo as seis cidades-sede da Copa das Confederações, que são: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Salvador, Recife e São Paulo.

A operadora vai ofertar planos pós pago. Mas os pacotes de voz deverão estar disponíveis somente entre dezembro e início de 2013, quando o Brasil tiver terminais compatíveis com a tecnologia Long Term Evolution (LTE), segundo informa Valim, a operadora está destinando um investimento de 1 bilhão de reais para construção da infraestrutura de 4G até 2015. Porém, os fornecedores ganhadores da licitação ainda não foram anunciados formalmente.

No começo de setembro, a Claro realizou testes da sua rede de 4G  batizada de "4G max" e baseada na tecnologia LTE. O serviço já está funcionando em caráter experimental na cidade de Campos do Jordão. A operadora vem realizando pilotos desde agosto em Búzios e Parati no litoral do Rio de Janeiro, juntamente com a Huawei.

A operadora do grupo mexicano América Móvil anunciou investimentos de 6,3 bilhões de reais na expansão de rede para atender as metas da Anatel de 4G. Os cronogramas da operadora prevê até o final de final de 2013 entrega dos novos serviços nas 11 cidades que serão sede dos jogos da Copa do Mundo em 2014: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, Manaus e Cuiabá.

A Vivo/Telefônica e TIM ainda não anunciaram projetos de 4G, o que pode acontecer durante a Futurecom 2012, que começa na próxima segunda-feira (08/10), no Rio de Janeiro. A indústria também promete apresentar novidades para os novos serviços durante a feira.

Mudanças do 3G para 4G

As redes 4G prometem velocidades bem acima de 3G, podendo chegar em seu pico máximo a 100 Mbps. Com essa tecnologia, as operadoras vão poder entregar novos serviços como vídeo em alta definição, aplicações na nuvem e videoconferência, entre outras ofertas.
A grande teste do Brasil para uso dessa tecnologia será a Copa do Mundo, quando o País receberá torcedores de diversas nações e vão querer compartilhar imagens dos gols pelo seu celular em tempo real. Valim da Oi garante que a operadora está se preparando para que sua rede de 4G atenda essa demanda.
O executivo argumenta que hoje a operadora já é desafiada durante o reveillon comemorado em Copacabana, quando 2 milhões de assinantes transmitem imagens em um minuto. Segundo ele, nenhum dos 52 jogos que serão realizados durante a Copa terá uma interação nesse volume.
Diferentemente do que aconteceu com 3G, o Brasil está entrando em 4G juntamente com o resto do mundo. Porém, terá que esperar a chegada dos aparelhos que segundo, previsão dos analistas, ganharão escala no próximo ano. Assim, os primeiros terminais compatíveis com os serviços serão acessíveis a uma pequena parcela dos consumidores.
O Brasil está buscando uma solução para esse problema, com aprovação de medidas que vai conceder incentivos fiscais para smarthphones montados no País tanto de 3G quanto de 4G. A previsão do ministro Paulo Bernardo é de que esse decreto seja sancionado pela presidente Dilma Rousseff até novembro.
Adesão ao LTE

A primeira operação comercial dessa tecnologia baseada em LTE começou em dezembro de 2009. Atualmente, de acordo com dados da 4G Americas, existem 108 redes de 4G nesse padrão estavam em funcionamento em 50 países, até setembro. Esse número deverá subir para 152 até dezembro.
Em alguns países, a frequência adotada é de 700 MHz. Já o Brasil optou num primeiro momento por usar a faixa de 2,5 MHz, que apesar de ser mais ampla exige a instalação de um número maior de antenas. Essa escolha gerou protesto das teles, que argumentam que vão precisar investir mais em infraestrutura.
O ministério das Comunicações já sinalizou que o setor poderá usar a faixa de 700 MHz para 4G, que hoje está alocada para os serviços de radiodifusão. Com a migração da TV analógica para digital, esse espectro ficará livre para ser adotado pela operadoras móveis.
Essa transição será completada em 2016, mas Paulo Bernardo afirma que a partir deste ano algumas regiões do Brasil já poderiam mudar para esse padrão e estima para 2013 realização do leilão pela Anatel das frequências de 700 MHz.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Nove maneiras de reduzir custos com consultoria de outsourcing

Serviços de consultoria em projetos de TI são valiosos, mas, muitas vezes, podem ser caros. Se os líderes de tecnologia da informação não forem cuidadosos, o custo para contar com a assistência de terceiros na criação de serviços de TI pode ficar fora do controle.

No entanto, existem maneiras de limitar os gastos com consultoria. "Embora as empresas de consultoria falem sobre seus processos únicos e riqueza de experiência, não se pode esquecer que eles são mão de obra qualificada temporária", diz Adam Strichman, fundador da consultoria de outsourcing Sanda Partners. "A moral da história é que ele pode ser feito com menos consultores, se você puder contar com o esforço interno”, observa.

Veja abaixo nove dicas para frear os honorários de consultoria em seu próximo compromisso de terceirização.

1. Defina claramente suas expectativas
"Geralmente, ao buscar um provedor de outsourcing as pessoas solicitam o request for proposal (RFP) [solicitação de proposta técnica/comercial para aquisição de algum produto ou serviço]", aponta Mark Ruckman, consultor de outsourcing da Sanda Partners. "O cliente e o consultor precisam ser claros sobre expectativas e tempo antes de o processo de RFP começar. Caso contrário, a empresa terá aumento de escopo, o que pode gerar insatisfação”, aconselha. 
Negócios simples e diretos podem consumir cerca de um mês para serem fechados. Já os de médio porte podem demandar de dois a três meses, e os negócios acima de 500 milhões de dólares ou até mais podem levar de quatro a nove meses.

2. Pessoas certas no lugar certo

Um contrato de terceirização vai exigir o trabalho de dois a sete profissionais em tempo integral. A maioria dos departamentos de TI não pode se dar ao luxo de direcionar muitas pessoas para algumas tarefas por muito tempo. Por isso, empresas solicitam a ajuda de consultores. 
No entanto, apenas um ou dois deles são profissionais realmente qualificados em serviços de TI, diz Strichman. "Os demais auxiliam na montagem de informações financeiras. A maioria de suas tarefas podem ser feitas por qualquer pessoa."

Considere tomar o mesmo cuidado que dentro de casa. "Muitas pessoas têm lidado com as questões de terceirização de TI", lembra Strichman. "Até mesmo empresas de médio porte geralmente têm pessoal interno com grande riqueza de experiência. A companhia pode encontrá-los e redirecioná-los."

3. Assuma o controle

Quando Honório Padron era um cliente de outsourcing, era fã do modelo "lift and shift”, no qual os atuais processos da companhia são movidos do alto custo para custo baixo, mas a transformação do negócio é pouca ou nenhuma.
"Dê tudo para os consultores e, em seguida, para as empresas de terceirização. Mas 80% dos negócios têm desempenho abaixo do ideal", diz Padron, agora líder global da prática de serviços do Hackett Group. "O segredo não está nos incentivos corretos ou conhecimentos em vigor”, afirma o executivo. Por isso, ele aconselha nomear um funcionário interno para que ele fique encarregado do processo de seleção de terceirização.

4. Apresentações

Cuidado com o PowerPoint “buraco negro”. "Muitas empresas exigem camada sobre camada de envolvimento de executivos [em um acordo de outsourcing], cada uma exigindo novas apresentações", diz Strichman da Sanda Partners. "É muito fácil para os consultores tomarem a frente dessa tarefa, que consome tempo enorme”, diz.

5. Contrate você mesmo

Os líderes de TI que embarcam em grandes negócios de terceirização ou compromissos com vários provedores devem considerar a contratação de seus próprios especialistas em serviços de TI em tempo integral.
"Se você puder encontrar alguém que viveu a situação, ele pode ser caro no curto prazo", diz Scott Holland, diretor do grupo de transformação de TI no Hackett Group. "No longo prazo, ele vai se pagar”, completa. Apenas certifique-se de que eles têm a oportunidade de ficar atentos às tendências do mercado, informa Padron.

6. Identifique e escolha

Consultores de terceirização podem dizer que eles fornecer mais valor ao projeto se permanecerem engajados em todo o processo. Se você quiser manter a economia, não adote essa estratégia, aconselha Strichman da Sanda Partners. “Informe que você precisa de ajuda e qual é o seu orçamento, e eles vão ajuda-lo", diz ele.

7. Faça primeiro, contrate depois

"Uma abordagem interessante que não tem sido amplamente aceita pelo mercado é o cliente negociar o melhor acordo com o provedor de terceirização, e, então, os consultores entrar e ajustar o preço e as condições e descobrir as armadilhas", diz Ruckman da Sanda Partners. Essa movimentação vai reduzir os custos de consultoria, mas pode ampliar o tempo para concluir o acordo de serviço.

8. Considere estabelecer um preço fixo

Algumas consultorias, e até mesmo alguns escritórios de advocacia, oferecem serviços de consultoria em outsourcing a um preço fixo. Problemas inesperados vão surgir, e a organização terá de pagar depois para poder arrumá-los. "Mas no final, a companhia vai gastar muito menos do que as horas trabalhadas", diz Strichman da Sanda Partners.

9. Escolha sabiamente

"Aproveite o tempo para olhar para o valor que um consultor pode trazer e, em seguida, escolha cuidadosamente a consultoria certa para o trabalho", diz Edward J. Hansen, sócio do escritório de advocacia Baker & McKenzie. 
"O consultor certo não pode ser o menos caro ou então o mais caro para o trabalho. Mas tem de ter o potencial de criar valor de forma que não pode ser plenamente compreendida sem os anos de experiência que a pessoa traz para a mesa. Se um consultor vai fornecer um bom valor durante o processo de seleção, os honorários serão pagos de forma exponencial em áreas como prevenção de transição de custos”, indica.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Maturidade da gestão de TI

A área de TI vista como estratégia de negócio pela maioria das corporações, é exigida cada vez mais na entrega de serviços de qualidade. Existem várias formas de medir a o grau de maturidade da área de TI através de recomendações do Information Technology Infrastructure Library ITIL ou Balanced Scorecard BSC. A ITIL, por exemplo, classifica o gerenciamento da Tecnologia da Informação de uma empresa em cinco níveis sucessivos, que são:
  • Nível 0 - Caótico
Neste nível a TI tenta sobreviver às demandas diárias da organização. (Base de dados não unificada, várias centrais de atendimento tentando atender uma demanda maior que sua capacidade).
  • Nível 1 - Reativo
Neste nível a empresa apresenta um certo grau de organização visando à redução de problemas, já apresentando padrões e bases de dados unificadas. No entanto ainda age de forma reativa, sem nenhuma preocupação com o que pode vir a acontecer futuramente.
  • Nível 2 - Proativo
Este nível é considerado bastante satisfatório para a grande maioria das empresas, este nível é alcançado quando o setor é capaz de controlar completamente os seus sistemas e equipamentos (com registros detalhados e atualizações sofridas), quanto as alterações (histórico de troca de equipamentos de hardware e software). Quando a empresa encontra-se neste nível ela é capaz de planejar e prever possíveis falhas, elevando significativamente a disponibilidade de seus sistemas.
  • Nível 3 - Serviços
É nível mínimo para as empresas do ramo financeiro, telecomunicações pois estes setores são altamente dependentes dos sistemas de informática. Ela caracteriza-se por exigir o completo e detalhado planejamento de capacidade dos recursos de acordo com o crescimento da empresa, podendo a área de TI comprometer-se junto a seus usuários com Níveis de Serviço SLA (Service Level Agreement) contratados entre eles.
  • Nível 4 Valor
O nível 4 é identificado quando o setor de TI de uma empresa está efetivamente a serviço das estratégias de negócio da organização e é capaz não só de entregar serviços de alta qualidade como também ajuda a empresa a conseguir melhorar a qualidade dos serviços prestados aos clientes e ainda oferece recursos tecnológicos para aproveitar oportunidades de negócio.
O nível de maturidade do setor de TI de uma empresa ajuda a definir como a empresa está lidando com seus recursos tecnológicos, facilitando assim a identificação de seu estágio atual e o seu estágio pretendido.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Caça aos novos talentos de TI

Os setores privado e público resolveram atacar juntos o problema da escassez de mão de obra de TI no Brasil e tentar reduzir o déficit de talentos na área, que, segundo previsões da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), deverá fechar 2012 com carência de 115 mil especialistas. O resultado prático dessa parceria é um plano nacional para formação de TI, voltado inicialmente para o aprimoramento de jovens matriculados em Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFECTs), que abrange cursos superior, básico e profissional.

A iniciativa tem por objetivo melhorar a capacitação dos estudantes da rede federal de ensino técnico para que os futuros profissionais de TI ingressem no mercado de trabalho mais preparados para suprir as demandas da indústria. É uma tentativa para diminuir a distância que existe hoje no Brasil entre o que as empresas pedem e o que escolas e universidades estão entregando.

A maior reclamação da indústria é que as instituições de ensino não conseguem formar mão de obra em linha com as exigências para atender a um segmento dinâmico com tecnologias que aparecem muito rapidamente, como os movimentos de cloud computing, mobilidade e consumerização. Há ainda o anseio das empresas por talentos com domínio não apenas da parte técnica, mas que tenham tino para negócios.    

O plano nacional de formação em TI vem inicialmente para atender à lacuna técnica. O projeto será implementado pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), órgão do Ministério de Educação (MEC), com apoio da Brasscom, entidade que reúne empresas nacionais e multinacionais do setor como Accenture, Algar Tecnologia, Atos, Cisco, Ci&T, CPM Braxis/Capgemini, EMC, Google, HP, IBM, Intel, Itautec, Microsoft, Oracle e SAP.

Essas empresas sofrem com a escassez de profissionais capacitados para sustentar o crescimento de seus negócios e acompanhar o vigor do mercado brasileiro de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), que gerou receita de 197 bilhões de dólares em 2011, com crescimento de 10,9% na comparação anual, segundo relatório da IDC, contratado pela Brasscom. Desse total, a indústria de TI respondeu por 102,6 bilhões de dólares com incremento de 11,3% e Telecom por 94 bilhões de dólares, com expansão de 10,4%, sobre o faturamento do exercício anterior.

A pesquisa mostra que o setor de TI tem peso significativo na economia do País, tendo respondido por 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado. É um mercado considerado essencial para a competitividade e produtividade da economia nacional. Os estudos indicam que até 2015 o segmento continuará registrando taxas de crescimento em torno de 10%.

Segundo a Brasscom, o Brasil tem capacidade para se tornar um dos quatro principais centros de TI até 2022, com negócios de cerca de 210 bilhões de dólares, mais que o dobro do valor reportado no ano passado, representando entre 6% e 7% do PIB. Com esse arrefecimento, não há mágica. O País continuará demandando por mão de obra especializada e o déficit de talentos acompanhará a mesma taxa de crescimento da indústria.

O novo projeto faz parte das ações do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), criado pela presidente Dilma Roussef e regulamentado no final do ano passado com a missão de financiar cursos técnicos em larga escala para 8 milhões de brasileiros num período de quatro anos. Uma parte desse exército será formada por jovens que vão cimentar a base da pirâmide do setor de TI, já que hoje muitos profissionais qualificados acabam realizando tarefas básicas que poderiam ser exercidas por recém-formados.

“Conseguimos sensibilizar o governo sobre a necessidade de criar um plano nacional de formação para TI e saímos na frente por ser o único setor que já tem uma radiografia pronta, que mostra como está o mercado profissional, com refinamento em oito estados do País”, conta Sérgio Sgobbi, diretor de Educação e Recursos Humanos da Brasscom, que participa de reuniões com reitores de Institutos Federais de Educação Ciência e Tecnologia, ligados ao MEC e representantes do Sistema “S” (Senac, Senai, Sesc e Sesi), subordinados à Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Juntos, eles tentam formatar um programa para oferecer capacitação em TI para jovens do ensino técnico e estudantes de cursos superiores em tecnologia. “O secretário da Setec, Marco Antonio de Oliveira, abraçou a ideia e determinou a criação de um plano nacional”, afirma Sgobbi.

Mapa da qualificação de TI


O plano de capacitação que está sendo criado pela Setec e Brasscom, com base no diagnóstico do estudo “O Mercado de Profissionais de TI no Brasil”, realizado no ano passado pela associação, traça uma projeção dos alunos matriculados em cursos superiores da área entre 2010 e 2014, analisando grade curricular e taxa de evasão. O relatório englobou oito unidades da federação (BA, DF, MG, PR, PE, RJ, RS e SP), onde há maior concentração de companhias do setor.

Uma das constatações é que não há balanceamento entre os cursos que os alunos estão fazendo e o que as companhias demandam. Sgobbi cita o exemplo dos estados que formam profissionais de rede numa região em que as empresas buscam mais programadores. “Estamos fazendo um ajuste fino para buscar equilíbrio entre demanda e oferta”, conta o diretor da Brasscom.

Sgobbi constatou que um dos motivos para essa distorção é a falta de professores especializados em determinadas áreas, o que o plano nacional de formação de TI tentará corrigir. Sua previsão é que o projeto seja concluído neste semestre e possa começar em 2014 nos Institutos Federais de Educação, Ciência, e Tecnologia (IFECTs), que abrangem cursos superior, básico e profissional, que hoje somam 562 espalhados pelo Brasil.

“Acreditamos que o plano é o início de uma solução. Queremos atrair jovens para um setor, que é promissor, mas exige atualização constante. Esperamos poder dar respostas mais rápidas ao mercado”, afirma o diretor da Brasscom.

Aprendiz de TI

Um dos motivos da falta de talentos de TI é a carência de atrativos da profissão, que nem sempre é incentivada pelos pais, ao contrário do que acontece com outros cursos como Direito, Medicina e Engenharia. Para estimular o interesse da garotada a seguir carreira em tecnologia desde cedo, a indústria planeja também a criação do programa “Aprendiz de TI”, com modelo parecido ao adotado por empresas de outro segmento da economia. De acordo com a Brasscom, será implementado um projeto de aprendizagem, voltado para preparação e inserção de jovens a partir de 14 anos no mercado, conforme determina a lei.

Pela Lei 10.097/2000 de Aprendizagem, esses jovens podem ser contratados por companhias grandes e médias para capacitação profissional (prática e teórica). Ao se tornar um “aprendiz”, o estudante de ensino médio tem a chance de descobrir sua vocação para a carreira que pretende seguir. “Já montamos a grade do programa Aprendiz de TI e está em aprovação no Senai e MEC”, informa Sgobbi, reforçando que muitas organizações do setor têm interesse em trazer esses jovens com habilidade em tecnologia para seus quadros.

Para reforçar a capacitação de profissionais de TI que estão na universidade, a indústria vai apoiar o Programa Ciências Sem Fronteiras do governo federal, regulamentado no ano passado. O projeto do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e MEC prevê conceder até 75 mil bolsas em quatro anos. A ideia é promover intercâmbio de estudantes de graduação e pós-graduação no exterior para que busquem atualização e inovação em outros mercados.

“Sabemos que a possibilidade de um estágio lá fora melhora a qualidade dos profissionais brasileiros e estamos conversando com as companhias sobre a possibilidade de elas apoiarem essa iniciativa”, conta o diretor da Brasscom. Ele acredita que empresas como IBM, Microsoft, Intel e SAP e outras multinacionais que estão aqui podem fazer parcerias para enviar profissionais de TI para uma temporada de aprendizagem em suas unidades no exterior. É mais uma alternativa para aprimorar a capacitação dos talentos do País.

Lição de casa


Do lado das empresas, elas também estão fazendo a lição de casa para formar talentos com reforço dos programas de treinamentos. As ações passam por projetos de universidades corporativas, parcerias com instituições de ensino, novos processos de recrutamento de trainee e até mudanças na gestão de RH. São algumas medidas para reter cérebros e mantê-los longe da concorrência.
Uma das iniciativas que estão ganhando força nas corporações são os programas de trainee. O gerente da divisão de Tecnologia da Informação da consultoria Michael Page, Lucas Toledo, observa que muitas começaram a investir nesse tipo de estratégia. A Google é um exemplo disso.

“Muitas companhias selecionam estudantes que ainda estão na universidade ou recém-formados para capacitá-los de acordo com suas necessidades”, conta Toledo. Ana Claudia Reis, que é sócia e responsável pelas práticas de Tecnologia, Mídia, Telecomunicações e Serviços Profissionais da  CPPartners, acrescenta que mesmo empresas que já tinham ações nessa área estão fazendo reestruturação. A reformulação, segundo ela, faz parte de uma mudança das organizações para que obtenham mais sucesso nas contratações.

“Os programas de trainees estão sendo reestruturados porque as companhias têm de entender muito mais que apenas o perfil desses jovens inquietos. Mais importante do que colocá-los para fazer rodízios pelas várias áreas, é lançar desafios constantemente para mantê-los estimulados”, orienta a consultora.

“Os jovens não entram na companhia para fazer carreira, não querem rotina nem burocracia, porque olham desafio e inovação”, afirma a executiva. Muitos esperam, além os benefícios de praxe, participação nos lucros, pois têm espírito mais empreender do que as gerações anteriores. 
Em se tratando da formação desses jovens, Toledo analisa que os programas de trainee oferecem oportunidades de ensinar a eles não apenas a parte técnica, mas também aspectos de estratégias e negócios, competência muito exigida atualmente, mas rara de achar. “Hoje, avalio uma média de 250 currículos para encontrar cinco com requisitos solicitados pelos clientes”, informa o consultor.

Técnicos com “veia” para negócios estão sendo muito procurados, principalmente por empresas que desembarcam no Brasil. São os chamados analistas de negócios, que entendem de tecnologia e precisam saber como as ferramentas podem fazer a diferença para incremento de receitas. Como achar esse diamante virou uma operação de guerra, muitas corporações pararam de reclamar e investem pesado em treinamento, criando maior interação entre os times de negócios e os de TI com o objetivo de compartilhar conhecimento.

Toledo lembra que muitas tentaram buscar alguns talentos no mercado e até bancaram aumentos de salários para trazer profissionais da concorrência, inflacionando os salários. De acordo ele, esse foi um tiro no pé para algumas situações. “Alguns bons profissionais trocaram de emprego para ganhar mais, contudo não foram felizes nas escolhas. Hoje, as pessoas ficam onde gostam de estar e não só pelo dinheiro”, adverte o consultor.

RH ganha mais importância

Na avaliação de Ana Cláudia, uma das ações que as companhias estão adotando para resolver o problema da falta de talentos é o aprimoramento dos processos de contratação e de retenção. Em razão disso, ela diz que os departamentos de RH ganharam importância maior nas companhias com mudanças, inclusive de gestores, que precisam ter grande habilidade para conhecer a equipe de cima para baixo e criar programas de desenvolvimento de acordo com a cultura de cada um. A consultora observa contratações de diretores de negócios, que tenham perfil agressivo para conduzir essa área, que precisa acertar mais na hora de buscar novos profissionais.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Como controlar o tsunami de dispositivos móveis pessoais nas empresas?

Difícil saber a origem desse fenômeno, batizado de consumerização, caracterizado pelo uso de dispositivos pessoais no ambiente de trabalho. Consultores acreditam na conjunção de mobilidade, surgimento de tecnologias inovadoras, redes sociais e facilidade de aquisição. Em dado momento, dizem, eles se alinharam e então lá estava ela, impertinente, pessoal e inevitável.

De fato, tudo pareceu contribuir para a construção do novo cenário, de acordo com Jorge Inafuco, gerente sênior de Retail & Consumer da PriceWaterhouseCoopers. Aqui no Brasil, afirma, ganhamos reforço também com a chegada ao mercado de consumo da tão propalada classe C, engrossando o volume de compras com nada menos do que entre 13 milhões e 15 milhões de novos consumidores, equivalente à população de alguns países. “Um alto crescimento de consumo, ou seja, incremento de cerca de 10% ao ano, que se estenderá pelos próximos cinco. E que impulsionou a aquisição de tecnologias como smartphones, tablets etc”, destaca. “Sem contar com a população jovem que invadiu o mercado de trabalho.”

A indústria movimenta-se para prover a consequente demanda ávida por soluções que ajudem no gerenciamento desse novo layout. Contudo, os fornecedores também vivenciam a ação do fenômeno e já apresentam quadros surpreendentes. É o caso da IBM, que anunciou em março deste ano gerenciar globalmente 80 mil dispositivos móveis pessoais, com projeção de atingir a marca de 200 mil até o final deste ano, segundo Cezar Taurion, diretor de Novas Tecnologias Aplicadas da IBM Brasil. Contingente que representa cerca da metade da força de trabalho da companhia no mundo.

Jeanette Horan, CIO da IBM, certamente tem muitos projetos de TI e sistemas com os quais se preocupar, mas talvez um dos mais prementes e oportunos seja a estratégia de Bring Your Own Device (BYOD – traga seu dispositivo móvel) em curso na Big Blue, extensiva aos 440 mil funcionários ao longo do tempo.

O time da companhia é “altamente móvel”, com integrantes trabalhando nas instalações dos clientes, em escritórios domésticos e outros locais fora dos edifícios corporativos. Jeanette aponta que a IBM tem há muito tempo um plano de mobilidade centrado na plataforma BlackBerry.

Mas com o tempo, mais iPhones e outros dispositivos começaram a ser usados. Foi então que a organização decidiu que era hora de encarar de frente o BYOD. “Se nós não suportarmos o uso desses dispositivos, os funcionários descobrem por conta própria como usá-los para acesso aos sistemas da companhia, colocando em risco informações corporativas”, diz.

O programa de BYOD da IBM, segundo Jeanette, é apoiar os empregados na forma como eles querem realizar suas atividades. “Eles terão a ferramenta mais adequada para fazer o seu trabalho. Quero me certificar de que podemos permitir que façam isso, mas de uma forma que garanta a integridade do nosso negócio.” Para tanto, a empresa emitiu uma série de “orientações de computação segura”, para aumentar a conscientização sobre a segurança online e a natureza sensível dos dados corporativos.

Taurion afirma que a política de consumerização da organização está focada em pontos claros do que “pode ou não pode”. “Começamos aos poucos e percebemos que era importante disponibilizar uma série de aplicativos, mas também definir as regras do jogo. Não podem usar Dropbox ou Siri. Isso porque, que garantia você tem em um mercado competitivo que não terá as informações acessadas? Temos de preservar os dados sensíveis da empresa”, explica.

Segundo ele, para entrar no programa de BYOD, o funcionário tem de assinar um acordo, que dá o direito a logar-se à rede, por meio do Traveler, da Lotus, que fornece um aplicativo cliente nativo a partir do qual os usuários móveis podem acessar o e-mail e o calendário Lotus Domino. A plataforma Tivoli EndPoint Manager ajuda no gerenciamento e na segurança. Caso o equipamento seja roubado ou perdido, é possível apagar todo o conteúdo. “Existem tecnologias de virtualização do equipamento móvel que pretendemos adotar para separar, no smartphone, o pessoal do corporativo. Mas ainda não é muito popular e tem restrições. Então vamos aguardar.”

Uma questão também enfrentada pelas organizações que optam pelo BYOD, incluindo IBM, diz respeito à possibilidade de desenvolver e manter aplicações nativas para cada plataforma móvel, ou se concentrar em aplicativos baseados em navegadores que possam ser escritos uma única vez e implementados multiplataforma. O padrão emergente HTML5, com as suas capacidades mais ricas, está ajudando a disseminar essa última opção.

“O HTML5 é, definitivamente, uma direção na qual estamos focados”, afirma Jeanette. “Não quero ter de manter aplicativos nativos para todos esses dispositivos. No entanto, não tenho certeza de que meus usuários vão achar essa opção aceitável”, diz ela.

Outra empresa que também gerencia um mar de dispositivos móveis pessoais mundialmente é a Cisco. Até fevereiro deste ano, anunciou administrar cerca de 50 mil. De acordo com Ghassan Dreibi, gerente de Desenvolvimento de Negócios da área de Borderless Networks da Cisco do Brasil, entre eles estão iPhone [21 mil], iPad [mais de 8 mil], BlackBerry [11 mil] e outros.

Dreibi diz que a consumerização vem afetando a Cisco desde 2010. “Eu tenho quatro dispositivos em uso. E acredito que a solução para gerenciá-los seja a nuvem, onde colocarei meus dados. Somente dessa forma vou ganhar eficiência. Será uma evolução.”

O executivo destaca que a Cisco está muito alinhada à preferência de uso do colaborador, que pode escolher o dispositivo de que gosta para trabalhar, e, portanto, convive em harmonia com o BYOD.

“Ela ingressou muito cedo nesse mundo. Há mais de dez anos, promove e incentiva a mobilidade. O ambiente físico da empresa não comporta mesas de trabalho, ninguém tem mesa aqui. Nossas instalações têm capacidade para absorver apenas 30% da totalidade de nossa força de trabalho. Funcionamos muito bem remotamente e usamos bastante o modelo de colaboração”, descreve.

Segundo Dreibi, a estrutura de rede da empresa permite que o funcionário use qualquer tipo de máquina. Ele poderá utilizar qualquer solução de que goste e trazer para a rede. Porém, a arquitetura consegue identificar quem é esse usuário, que perfil ele tem, e se estiver tudo ok, o acesso é liberado. Caso contrário, ficará em quarentena.

O primeiro passo para estar em linha para acessar a rede da Cisco com o dispositivo móvel pessoal acontece no departamento de Recursos Humanos (RH). “Eles formatam o perfil do usuário, registram o equipamento, e outros procedimentos como: esse usuário pode trabalhar remoto, pode usar tablet etc. TI então cria as permissões e o usuário entra na rede tão logo seja identificado e autenticado.”

A liberdade de uso dos dispositivos pessoais é customizada, cada um tem uma permissão diferente, segundo o executivo. E a Cisco não permite equipamentos que tiveram seus códigos quebrados. “Além disso, todos devem estar em conformidade com as políticas estabelecidas pela empresa”, relata.

Na avaliação de Dreibi, o BYOD funciona bem. “Ferramentas de controle de segurança sempre existiram e estiveram disponíveis, mas nunca foram tão adotadas como agora.”

O avanço da aceitação
Na mineradora Paranapanema, a consumerização é considerada boa para funcionários e para a empresa. É o que afirma Alessandre Galvão, CIO da companhia.“Temos de tratar isso com políticas de segurança e forte governança. Procuramos minimizar riscos e garantir mais proteção”, diz e alerta: “Melhor reconhecer, aceitar e estabelecer mecanismos de controle do que se deparar com ações escondidas”.

Desde diretores a consultores são estimulados a levar seus equipamentos. “Há três anos, permitimos o conceito e nos preparamos para isso. Ao longo desse tempo, discutimos esse cenário no sentido de criarmos um ambiente flexível e ao mesmo tempo seguro”, explica.

Como é a gestão? “Usamos ambientes virtualizados para que possamos segregar a atuação do usuário na nossa rede. Mas ainda não é um ambiente com segurança total”, revela, acrescentando que é possível identificar quem está-se logando à rede corporativa. “Somos notificados online e monitoramos sim 24x7 e, se necessário, bloqueamos o acesso.”

Embora o executivo diga que ainda não tem como mensurar os ganhos em produtividade, afirma que a satisfação do usuário é um fator muito importante. “Somos uma empresa moderna que acompanha as tendências. Acho que a consumerização só tem pontos positivos. A organização é que tem de aprender a lidar com isso, com essa realidade”, alerta o CIO, que gerencia 80 dispositivos móveis pessoais do total de cem funcionários.

A empresa de transporte Patrus também classifica a consumerização como um movimento que não tem volta. “Minimiza o uso da montanha de equipamentos entre pessoais e corporativos. Chegamos a ter um funcionário carregando dois notebooks na sua mochila, o dele e o da empresa. Porque não era permitido misturar esses mundos”, lembra Manuel Landeiro, CIO da companhia.

Ele revela que a consumerização começou de maneira desordenada, pressionada por demandas vindas de alguns gerentes comerciais, que trabalham mais em campo, e que alegaram ter equipamentos mais modernos. “Solicitaram o uso corporativo. Avaliamos que o equipamento que oferecemos estava-se tornando um estorvo para eles. Surgiu então uma estratégia para BYOD”, conta Landeiro, que aponta a queda do dólar no final do ano passado como agravante da explosão de devices nas mãos de funcionários.

“Começamos com a liberação de e-mails. Que já temos o controle da segurança. Com a nova lei trabalhista, ficamos mais atentos ao uso de correios eletrônicos. Para quem tem cargo de confiança, sincronizamos a liberação 24x7, já para os outros, bloqueamos às 18h”, explica.

Landeiro relata que estão no início do processo de BYOD, que deverá ser intensificado no próximo ano. Isso porque, para garantir a segurança, irão investir em virtualização de desktop (VDI). Dessa forma, prossegue, os colaboradores poderão usar seus dispositivos apenas como uma carcaça, não realizando qualquer tipo de troca de informação ou download de aplicação. Em teste, estão apenas sete usuários, e a massificação está programada para 2013 e deve se estender a 150 funcionários, entre os mais de 2 mil que integram a força de trabalho da corporação.

“Ao conectar na empresa, ele entrará em uma rede separada, uma VLAN (rede virtual), e terá acesso apenas ao que tem direito e estabelecido pela empresa”, ressalta o CIO, revelando que cloud computing foi a grande estratégia junto à diretoria para viabilizar o projeto de preparo para a consumerização.

Na Scopel Desenvolvimento Urbano, existem mais dispositivos móveis do que colaboradores, segundo o CIO da empresa Anibal Mendes. “Desde notes, smartphones e tablets, eles já ultrapassam em 50% nossa força de trabalho”, diz e acrescenta que a consumerização não é um problema para a companhia e sim uma realidade.

“A empresa no momento está transformando a arquitetura de TI. Estamos formatando políticas de segurança para controle desses dispositivos. Eles dependem de autenticação e outros procedimentos, mas o importante é que estamos em linha com a prática”, avisa. “Para isso, contamos com consultorias nos apoiando na construção desse novo modelo, que terá como base a participação de toda a empresa e não somente da TI.”

Mark Crofton, executivo responsável pelo tema de mobilidade da SAP no Brasil e América Latina, diz que a empresa gerencia 40 mil dispositivos móveis pessoais, sendo 18 mil iPads mas há suporte para BlackBerry, iPhone, Android e Windows. “A produtividade e a eficiência são grandes benefícios.”

O acesso a informações corporativas, incluindo dados e e-mails, é permitido ou negado a qualquer momento. “Nosso departamento de TI na SAP Brasil tem o poder de barrar um dispositivo móvel em um minuto. Como fazemos isso? Por meio de um de nossos produtos, o Afaria, solução de gestão de dispositivo móvel.”

Na Siemens, segundo Charles Sola, gerente de Solutions Technical Sales da Siemens, a maioria dos funcionários usa smartphones próprios. “A partir do iPhone é possível acessar aplicações corporativas, e-mails e ferramentas de CRM e ERP”, aponta.

Na avaliação do executivo, a mobilidade só faz a diferença se o usuário consegue, de um shopping, casa ou café, realizar suas atividades. “E para isso precisa se logar à rede corporativa.”

Mas ele considera o grande desafio a questão da segurança, porque quando o colaborador traz para a empresa o seu terminal, ela torna-se crítica. O complicado, em sua análise, é permitir o funcionário acessar os serviços da empresa sem necessariamente estar isolado do ambiente, com segurança e autenticação. “E conseguimos isso com as nossas soluções, que oferecemos no mercado.”

Thiago Siqueira, diretor de Engenharia e Tecnologia da Avaya, observa que hoje, o tipo de device que será usado no ambiente corporativo não é mais uma decisão somente da empresa. “Impacta na governança de TI. Temos então de endereçar a questão da governança e de compliance”, afirma o executivo, que também aponta a capacidade da rede em absorver todos esses devices como outra questão a ser levantada nesse cenário.

Ele acena com dados do Gartner, que mostram que 70% dos usuários logados em redes corporativas por meio de seus dispositivos o fazem via redes wireless, principalmente e, depois, pela rede cabeada. “O impacto que estão causando nas redes wireless é significativo, porque até 2015, 80% delas estarão obsoletas para suportar esse crescimento de acesso”, avisa e destaca outro ponto interessante da pesquisa: “Até 2013, os usuários terão em média entre três a cinco dispositivos diferentes”.

Cuidados com a lei
A falta de regras para a consumerização traz riscos jurídicos e financeiros para empresas e funcionários. Para evitar complicações futuras, a advogada Patrícia Peck, especializada em Direito Digital, recomenda que as companhias adotem medidas específicas sobre esse assunto.

“A consumerização mudou o jeito da TI tratar as tecnologias”, afirma Patrícia. Para minimizar os riscos digitais, a advogada recomenda que seja criada uma norma específica estabelecendo regras para dispositivos de uso pessoal na rede corporativa. Como esse tema é novo, as políticas de segurança da informação não tratam o assunto.

As regras devem informar sobre o conteúdo acessado, políticas de segurança, suporte e atualizações das aplicações, se haverá inspeção dos terminais e as responsabilidades do empregado e da empresa.

Caso a TI constate que o funcionário está infringindo as regras, ao usar por exemplo, programas piratas, a advogada afirma que a empresa tem o dever de informá-lo e bloquear o acesso do equipamento ao ambiente corporativo se ele não corrigir o problema.

Segundo Patrícia, a empresa não é penalizada nessa situação porque o infrator é o empregado. Porém, se a companhia constatar esse tipo de problema e não tomar providências em 72 horas pode ser considerada negligente se houver fiscalização. Ela pode pagar multa na Justiça e o empregado ser punido de acordo com a lei.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Dez aplicativos corporativos prontos para nuvens públicas

A Casa & Vídeo, site de comércio eletrônico brasileiro, que vende uma variedade de bens de consumo, de ar-condicionado a câmeras, até produtos de cama e banho, executa toda sua operação na nuvem pública da Amazon Web Services (AWS).

A Netflix, empresa norte-americana, com atuação nas Américas, Reino Unido e Irlanda, que possibilita o acesso a filmes por meio da web, é outra adepta da nuvem, também da AWS.

A Netflix começou as atividades usando seu próprio data center. Mas, de lá para cá, mudou grande parte da operação para a nuvem pública. Como a demanda de pico acontece durante a noite e, principalmente, nos fins de semana, fez sentido para a companhia pagar o que usa durante os períodos de maior demanda.

As duas organizações são exceção à regra no mundo corporativo, que prefere contar com nuvens privadas para operações críticas. Segurança de dados, privacidade e preocupações sobre a hospedagem possivelmente afastam companhias da nuvem pública e tem evitado que muitas delas migrem para o ambiente.

Por outro lado, CEOs e CFOs estão voltando, aos poucos, os olhares para o modelo "pay as you go" da nuvem pública, e estão caminhando para identificar como e onde a organização pode usar a cloud pública.

Veja a seguir dez dicas serviços para serviços na nuvem:
 
1. Desenvolvimento e teste
Uma das primeiras soluções que a companhia deve considerar na nuvem pública é o desenvolvimento e testes. Na ausência de virtualização, servidores de aplicativos e banco de dados podem ocupar um servidor físico cada, com níveis de utilização de cerca de 10%. Mesmo com a virtualização, a máquinas podem ser subutilizadas, uma vez que a quantidade de dados de teste em uso equipamento é menor em comparação com ao gerado na fase de produção.

Dados de teste podem rodar nesses servidores de desenvolvimento e teste, mas também movidos confortavelmente para a cloud pública. Além disso, a organização pagará somente pela utilização. Metodologias de desenvolvimento ágeis, código de ramificação e integração contínua, que exigem muitos códigos e versões, requerem grande número de servidores de aplicativos e banco de dados em paralelo.

Mover todos esses equipamentos para as nuvens públicas faz sentido, segundo especialistas. Não só a organização paga somente quando usar os serviços, mas a latência da rede, as despesas de armazenamento e o desempenho também serão uma preocupação menor.

2. Plataforma de desenvolvimento de serviços

Organizações abraçam o princípio da DevOps [desenvolvimento + operações], e usam cada vez mais wireframes, design, gerenciamento ágil de projetos, ferramentas de teste automatizadas e plataformas de desenvolvimento para integração contínua. Como se observa, esses serviços pertencem à nuvem pública, tornando mais fácil aos programadores eliminá-los ou solicitá-los quando necessário.

3. Servidores de treinamento
Servidores de treinamento tornam-se mais fáceis de configurar no início do treinamento e depois podem ser devolvidos ao final. Eles também podem conter dados de teste em vez de dados reais. A partir de um console, ferramentas de provisionamento em nuvem pode criar ou devolver servidores na nuvem pública em questão de minutos. Essas ferramentas também são maduras para a criação de autosserviço.

4. Projetos de Big Data
Quando o jornal The New York Times precisou converter seus arquivos inteiros para o formato PDF, há alguns anos, usou a nuvem pública. Optou por cem servidores e o trabalho foi feito em apenas 24 horas.

Se um grande projeto de dados requer 10 mil servidores e o trabalho precisa ser feito em poucos dias ou mesmo horas, então a nuvem pública pode ser a escolha certa. Isso porque, pode não fazer sentido para qualquer organização comprar muitos servidores físicos, mesmo que eles sejam virtuais.

5. Websites
Informações da empresa, fotos de produtos, informações sobre preços, folhetos e outros tipos de conteúdos são muitas vezes hospedados na nuvem pública. O nível de segurança e a privacidade de um provedor de nuvem pública pode ser mais do que suficiente para passar a informação ao público.

6. Customer Relationship Management (CRM)

Ferramentas de CRM, como Salesforce.com, que já estão na nuvem deve funcionar bem na rede pública para gestão de clientes e prospecção. Normalmente, eles não são fortemente integrados a outros sistemas de e-mail, vendas e administração de compras, fazendo com que seja mais a migração para a nuvem pública.

7. Gerenciamento de projetos, relatórios de despesas e gestão de tempo
Tal como acontece com o CRM, essas três aplicações de missão de apoio podem tranquilamente saltar para a nuvem.

No entanto, se a organização estiver preocupada com a segurança e a privacidade dos dados de vendas e de finanças, poderá limitar os dados para uma infraestrutura de nuvem privada, enquanto aplicativos de relatórios de gestão de projetos, gestão de tempo e despesa vão para a cloud pública.

Dessa forma, a companhia pode liberar uma grande quantidade de servidores na nuvem privada para aplicações de missão crítica.

8. E-mail
Há anos, grandes empresas utilizam serviços de e-mail baseados em nuvem para armazenar mensagens antigas, em conformidade com a Sarbanes Oxley ou a Basileia II. Agora, é só uma questão de tempo para que todos os e-mails de empresas caminhem para a mesma direção, especialmente para aquelas que usam servidores Microsoft Exchange ou Office365.

9. Recursos Humanos
Mover aplicativos poucos usados pela empresa para a nuvem pública libera os recursos de nuvem privada para produção e outros usos. A gestão de recrutamento, administração de benefícios e aplicações de RH são candidatos naturais para a cloud pública.

10. Anti-spam e Antivírus
Muitas organizações utilizam os serviços em nuvem que realizar filtragem anti-spam e antivírus. Mesmo que esses serviços sejam hospedados pela organização, pode ser adequado enviá-los para a nuvem pública.

CEOs, CFOs querem que CIOs façam uso mais efetivo da nuvem pública porque o modelo tem o poder de reverter custos fixos em variáveis. Por outro lado, preocupações com segurança e privacidade, e uma sensação de perda de controle de dados internos, impede que empresas mudem de forma agressiva para a cloud.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

BI pode alavancar e-commerce no País



Apesar do crescimento registrado no setor de comércio eletrônico no mercado nacional, o segmento ainda terá de enfrentar desafios para se consolidar com êxito no País. Umas das principais ferramentas apontadas pelas empresas do setor para pavimentar o caminho do crescimento do e-commerce é a aplicação de Business Inteligence (BI) no modelo de negócio virtual.

"O grande desafio que teremos daqui pra frente é aproximar a realidade do consumidor nas compras offline do comportamento que este mesmo indivíduo tem quando realiza uma transação na internet", explica Marcelo Calende, diretor de negócios para o Varejo da IBM, durante o Fórum de Varejo Digital Digitailing, realizado em São Paulo nesta semana.

De acordo com o estudo Observador 2012, realizado pela Cetelem, empresa do grupo francês

BNP Paribas, 53% dos 1,5 mil consumidores brasileiros entrevistados querem comprar produtos por meio da página pessoal de rede social favorita sem ter de ir à loja. O levantamento apontou que 57% dos entrevistados da região Nordeste acreditam no potencial de vendas por meio das redes sociais, seguidos pelas regiões Sudeste, com 53%; Sul, com 52%; e Nordeste e Centro-Oeste, com 46%.

"O mercado brasileiro tem uma particularidade que é o grande volume de devices pulverizados pelo País, mas com pouca utilização para fins de comércio eletrônico. Se conseguirmos oferecer outras opções de compra online, ou entender as necessidade deste cliente durante o momento da compra no site, poderemos chegar a um perfil e customizar nossas ferramentas de negócio", explica Germán Quiroga, CEO da empresa Nova Pontocom, que congrega as marcas Ponto Frio, Extra e Casas Bahia.

Tendências tecnológicas

Além das soluções analíticas, o setor de varejo enxerga outras oportunidades de aproximação com os clientes como ofertas de conveniência aos consumidores. O volume de transações que utilizam dispositivos móveis como meio de pagamento, o chamado mobile payment – como compras de bens digitais, transferência de dinheiro ou pagamento através da tecnologia NFC (Near Field Communications) – devem ultrapassar os US$ 171,5 bilhões neste ano, segundo projeção do Gartner. Projeção que pode se consolidar no setor.

O número de usuários desses serviços alcançará 212,2 milhões, o que, se confirmado, representará um crescimento de 32% na comparação com o registrado no ano passado, quando totalizou 160,5 milhões de usuários. "Esperamos que o volume de transações móveis cresça a 42% entre 2011 e 2016 em todo o mundo. Assim, prevemos um mercado de US$ 617 bilhões, com 448 milhões de usuários ao fim desse período", prevê a diretora de pesquisa do Gartner, Sandy Shen.

Ainda segundo o estudo, o m-payment terá soluções e serviços fragmentados nos próximos dois anos, por isso os fornecedores de tecnologia terão que adequar seus portfólios às realidades locais, modelos de negócio e parceiros. Para Shen, o SMS permanecerá como a tecnologia predominante em mercados em desenvolvimento devido à sua "onipresença" e às restrições a outros métodos de m-payment.

O uso de NFC, tecnologia de comunicação por aproximação entre máquinas, que permite a troca de informações sem a necessidade de acesso à rede de dados da operadora ou à internet, será baixo até 2015. Tida como uma das tecnologias mais promissoras do segmento, o Gartner coloca oportunidades de crescimento real a partir de 2016 por sua complexidade.

“Pagamentos por NFC envolvem um custo no comportamento do consumidor e requer colaboração entre diversas frentes, como bancos, operadoras de telefonia móvel, administradoras de cartões de créditos e vendedores”, explica Shen.

Fonte:
http://www.decisionreport.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=11474&sid=5 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Avaya e Seal Telecom estabelecem aliança para comunicação integrada

A Avaya, fornecedora de soluções e serviços de comunicação e colaboração empresarial, e a Seal Telecom, especializada na implementação de sistemas para comunicação presencial, firmaram parceria para oferecer soluções e serviços de comunicação integrada, dados e contact center para o mercado corporativo.

Com a parceria, as empresas uniram seus portfólios de produtos. “Ampliamos nossa capilaridade e agregamos força de vendas para nossa base”, afirma Paulo Roberto Bonucci, diretor de canais da Avaya Brasil. “A Seal está presente em todo Brasil e possui atuação em Santa Catarina e Minas Gerais, regiões de nosso interesse, além de somar visibilidade em locais como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo”, completa.

Alexandre Novakoski, diretor comercial da Seal Telecom, aponta que o acordo reforça a estratégia da empresa e que os produtos da Avaya vão agregar valor à oferta da Seal. De acordo com as companhias, os principais mercados foco da parceria serão governo, saúde, utilities e instituições financeiras.

sábado, 2 de junho de 2012

CEOs querem que CIOs apresentem projetos mais baratos

Os CEOs estão exigindo dos CIOs reducões de custos e contribuições mais claras para o crescimento de suas organizações. Projetos de TI mais caros como Business Intelligence e implementações de sistemas de gestão empresaria (ERP) não são mais necessárias para CEOs, que dão mais valor às iniciativas relacionados à redução de custos, revela estudo realizado pela consultoria espanhola Sesteca.
O alinhamento da TI aos negócios tem sido uma cobrança recorrente aos CIOs. Porém, o tema ainda gera controversia nas discussões e reuniões do setor. Mas, segundo os especialistas, nenhum gestor de TI escapará dessa exigência, principalmente no atual cenário de desaceleração da economia em mercados como Europa e Estados Unidos.
A possibilidade da compra de TIC como serviço por cloud computing contribuiu para aumentar a pressão dos CEOs em cima dos CIOs, sinalizando que o papel dos gestores de tecnologia da informação tem que mudar. A Sesteca afirma que eles precisam apresentar projetos que reduzam custos e tragam valor para os negócios.
O estudo da consultoria mostra que as prioridades dos usuários não são as mesmos apresentadas pelo CEO e CIO. Em muitos casos, os usuários solicitam projetos ao departamento de TI que agregam valor, mas que nem sempre justificam o esforço e investimento para concretizá-los.

Projetos que reduzem custos

Entre os projetos de TIC melhor percebidos pelos CEOs, estão os relacionados ao crescimento do negócio e que trazem redução de custos.
Para a maioria dos departamentos de TIC, os projetos mais caros são a implementação e manutenção de ERP e ferramentas de BI.
Há ainda os relacionados com a manutenção e expansão da infraestrutura que são sempre percebidos como gastos e investimentos sem valor competitivo.
"Se os departamentos de TIC desejam alinhar suas ações com as da empresa devem se concentrar no crescimento e melhorias significativas de processos, ao invés de se preocuparem com a manutenção da infraestrutura sem valor competitivo", adverte a consultoria.
Segundo a Setesca, as ações mais relacionadas com o crescimento dos negócios são a gestão da força de vendas (para facilitar o entendimento da estratégia comercial), a mobilidade (a qual torna os sistemas de informação ubíquos) e os projetos de CRM (para as empresas terem uma visão global sobre os clientes).
Como projetos relacionados com a redução de custos, a Setesca aponta ainda a otimização da produção – para assegurar a máxima eficácia e eficiência na produção – e  a reengenharia de processos – para implantar novas formas de trabalho capazes de suportar reduções de custos consideráveis.

O outsourcing é uma terceira sugestão, visando analisar e fazer a externalização de qualquer serviço com menos valor competitivo para a organização.

Fonte:

terça-feira, 22 de maio de 2012

Quais as tecnologias de segurança estão em alta e em queda?

O crescimento das redes sociais, da consumerização e uso de cloud computing aumentou os desafios dos Chief Security Officers (CSOs). Eles estão sendo obrigados a rever as políticas de segurança e também a buscar ferramentas de proteção mais eficientes que atendem as necessidades do atual cenário. Muitos dos sistemas existentes na empresa podem estar defasados e terão de ser abandonados dentro de um a cinco anos, prevê o estudo TechRadar da Forrester.

A pesquisa levantou dez tecnologias de segurança da informação conhecidas dos CSOs e listou cinco delas que estão em alta e outras cinco em queda, conforme você confere a seguir.

Tecnologias de segurança em alta:

1 – Ferramentas de configuração de auditoria:


Segundo a Forrester, os sinais não são muito visíveis agora, mas daqui a três ou cinco anos as ferramentas de auditoria terão adoção mais ampla. Elas serão mais procuradas devido ao número crescente de violações de segurança de dados e por causa do atual ambiente regulatório.

2 – Análise de malware:
 As avaliações para resposta a incidentes e gestão de vulnerabilidades vão exigir um uso maior dessas tecnologias nos próximos anos. Analistas das Forrester afirmam que as ameaçam estão aumentando e que as organizações terão ser mais certeiras na inspeção de tráfego de rede.

3 – Criptografia de rede:
Embora a criptografia de rede esteja presente nos sistemas de infraestrutura, como roteadores e switches, a Forrester constata uma procura maior por sistemas autônomos para realizar essa tarefa. Como fatores de adoção, a consultoria destaca as exigências regulatórias para cifrar e proteger os dados.

Dentro de um a três anos, esse mecanismo deverá se tornar uma tendência independente da pressão de conformidade com as regras e padrões internacionais, principalmente pelas grandes companhias que precisam ser mais rigorosas com o controle de dados confidenciais.

4 – Modelagem preditiva de ameaças
Esse conceito ainda é relativamente novo. Em razão disso, as organizações precisam fazer análises sobre a maneira mais correta de proteger dados, fazendo a modelação proativa de ameaças, diz a Forrester. Em três a cinco anos, pode passar para outro patamar. Contudo os “custos e a complexidade de ferramentas de modelagem de ameaças atuais ainda são uma barreira para que as empresas abracem esta nova tecnologia”, explica a consultoria.

5 – Mitigação de ataques DDoS (negação de serviço distribuído):
 Embora a indústria ofereça há algum tempo produtos para evitar ataques DDoS, a Forrester constata que  ainda há poucas soluções efetivas para combater esse problema. Mas, devido ao aumento do fenômeno dos “ativistas cibernéticos”, as ofertas para proteção de DDoS tendem a crescer, especialmente pela modalidade de serviço.

Tecnologias de segurança em queda:

1 – Controlo de acesso de rede:
A Forrester acredita que as tecnologias NAC (Network Access Control) individualizadas vão desaparecer nos próximos cinco a dez anos. Elas só conseguirão sobreviver se forem integradas às suítes ou em sistemas de infraestrutura.

Pelas projeções da Forrester, apenas 10% dos tomadores de decisão de TI irão implementar NAC nos próximos 12 meses. “As soluções são difíceis de implantar, dimensionar e gerir”. Há muitas arquiteturas NAC e as abordagens requerem integração com componentes de infraestrutura de rede”, aponta o estudo da consultoria. “Os sistemas de NAC convencionais não conseguirão barrar as pessoas mal-intencionadas em busca de ganhos financeiras”, alerta a estudo.

2 – Transferência segura de arquivos:
A necessidade de transferir e compartilhar arquivos de forma segura entre parceiros de negócios é cada vez maior. Mas em três a cinco anos, a colaboração será mais por meio de serviços baseados em cloud computing, em vez de ser por appliances, de acordo com a Forrester.

3 – Gestão unificada de ameaças:
Embora bastante usada em pequenos escritórios e filiais na implementação de redes locais, os sistemas de gestão unificada de ameaças (Unified Threat Management – UTM) se tornarão ultrapassados. Eles deverão ser substituídos por gateways de segurança que hoje são equipados com firewall integrado e capacidade para detectar intrusões. Segundo a Forrester, em um a três anos essas plataformas evoluirão para enfrentar maiores desafios empresariais.

4 – Firewall tradicional:
O mercado de firewall tradicional ficará ultrapassado com o aumento dos sistemas de nova geração. A consultoria prevê uma substituição dessa tecnologia nos próximos dez anos. O firewall convencional continuará sendo a peça mais importante de ciberdefesa, pelo menos nos próximos cinco anos.

5 – Prevenção de intrusão (como dispositivo individualizado):
 A Forrester constata que o mercado para sistemas ou dispositivos individualizados de prevenção de intrusão (Intrusion Prevention Systems) está em declínio – apesar do seu sucesso e de os sistemas serem desenvolvidos pelas maiores empresas do mundo.

Essas tecnologias vão desaparecer nos próximos cinco ou dez anos. Isso acontecerá com integração de gateways multifuncionais e firewalls, os especialmente de nova geração.

Fonte:
http://computerworld.uol.com.br/seguranca/2012/05/20/quais-as-tecnologias-de-seguranca-estao-em-alta-e-em-queda/

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Falta de plano de TI para Copa de 2014 preocupa empresas do setor

Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação cobra dos governos um planejamento sobre os sistemas que vão transmitir e suportar o mundial de futebol.

A falta de um plano TIC para suportar a Copa do Mundo de 2014 preocupa empresas do setor, que temem que a definição dos projetos aconteça no terceiro tempo, depois que as obras civis e dos estádios estiverem na reta final. Embora o governo considere o tema importante, representantes da indústria afirmam que o tema ainda não faz parte da agenda dos preparativos para o megaevento.

“Ainda não está claro a participação de TIC na Copa”, afirma Antonio Rego Gil, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom). A entidade vem há 3 anos tentando chamar a atenção dos governos municipais, estaduais e federal para a necessidade do planejamento da TI antes de as obras serem projetadas. A entidade encomendou um estudo à A.T.Kearney, divulgado no final de 2010 e atualizado recentemente em que mostra o atraso do País na definição das tecnologias que vão processar as informações  competições do mundial de futebol.

O atraso vai obrigar o Brasil a fazer as obras de infraestrutura de TI e das demais em ritmo Juscelino disse Gil durante o evento “TIC e a Copa em São Paulo”, realizado ontem na capital paulista. Ele fez uma comparação com a construção de Brasília em apenas cinco anos durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek, levando em consideração a dificuldade que o País tinha para conseguir tijolo para levantar uma cidade do porte da capital federal.  

Gil destacou que a Copa de 2014 vai exigir muito das redes de comunicação por causa da alta demanda por vídeo em 3D, para transmissão principalmente pelo celular. Estima-se que o País receberá mais de 600 milhões de turistas de várias partes do mundo para acompanhar os jogos, incluindo os profissionais de mídia que vão cobrir e gerar imagens para aproximadamente 26 bilhões de telespectadores ao redor do mundo.

Nelson Wortsman, diretor de Infraestrutura Convergência Digital da Brasscom, alertou para o gargalo das redes de comunicação, principalmente nas cidades que serão escolhidas para abrigar Centros de Treinamentos (CTs) para receber uma das 32 seleções mundiais. Ele observa que esses locais não contarão com cobertura 4G como nas cidades-sede, que terão cobertura de banda larga de quarta geração, segundo os cronogramas do governo federal.

Para isso, a  Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realiza no próximo mês o leilão das frequências de 4G para atendimento das exigências da Copa do Mundo. Mesmo assim, nem todos os turistas estrangeiros que trouxerem dispositivos baseados nesse padrão poderão acessar as novas redes. A faixa que algumas teles estão usando em outros países para 4G é de 700 MHz, que no Brasil está alocada para emissoras de TV e, que segundo a Anatel, não ficará livre a tempo da Copa do Mundo.     

A TI dentro dos estádios já foi definida pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), que elegeu a Oi como a responsável pelos sistemas de comunicação. A entidade credenciou empresas internacionais para o fornecimento dos sistemas de gestão, bilhetagem, processamento de resultados, centros de radiodifusão e de mídia. Porém, a Brasscom afirma que falta planejamento para o entorno dessas áreas. 
Apoio da TI  

Paulo Sergio Castilho, diretor do Departamento de Direitos do Torcedor do Ministérios de Esportes, tranquilizou os representantes da indústria de TIC. Ele considerou que TI será uma peça-chave durante a Copa do Mundo. “Tem muitos problemas de violência entre as torcidas e acho que TI pode nos ajudar, com a identificação dos torcedores”, afirmou durante o seminário.

Apesar de não abordar onde a TI entrará nos projetos que estão sendo implantados pelo Estado de São Paulo para mundial de futebol, Raquel Verdenacci, coordenadora da secretaria executiva do Comitê da Copa de 2014 do governo de Geraldo Alckmin, ressaltou que essa área é essencial para garantir a entrega da rede serviços aos turistas.
Raquel ressaltou que os preparativos do governo estadual envolvem diversas iniciativas, além da construção do estádio do Corinthians em Itaquera, onde serão disputadas seis das 64 partidas do mundial. “É a tecnologia que vai otimizar e fazer a entrega de serviços”, afirma.

Já Rodrigo Prada, diretor de marketing do Portal 2014, que visitou com arquitetos estádios brasileiros onde serão realizadas as competições da Copa, constatou que há o interesse de transformação desses locais em espaços inteligentes, mas que ainda não iniciaram o planejamento da TI e Telecom.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Site mostra quem buscou seu nome no Google

Uma ferramenta online é capaz de mostrar de onde são os usuários que buscaram seu nome no Google recentemente. Chamado de BrandYourself, o serviço é gratuito e tem como principal objetivo auxiliar na análise dos perfis que buscam por uma determinada pessoa na Internet.

Com esses dados em mãos, o usuário pode utilizar técnicas de SEO para melhorar a sua visibilidade no buscador, atendendo assim a necessidades específicas, como um foco de resultados com melhor posição para um determinado assunto, um certo público ou para buscas em uma determinada região.
A startup responsável pelo BrandYourself construiu um banco de dados de endereços de IP públicos, que é o que torna o recurso possível. Eles usam esses IPs para combinar os dados dos IPs de destinatários e visitantes em seu perfil com as empresas que possuem endereços específicos na rede. Os visitantes da página chegam até ela, de forma mais frequente, por meio do Google. No entanto, o recurso pode funcionar sem problemas com outros motores de busca.

O sistema ainda está em desenvolvimento, e possui lacunas na sua estrutura. Por exemplo, é fácil rastrear os IPs de grandes empresas, mas muitas pequenas empresas ainda não são listadas no serviço. No entendimento da BrandYourself, para minimizar esse problema, é fundamental que os usuários se envolvam, estimulando o envio dos IPs das pequenas corporações para o sistema. “A ideia é mostrar para o usuário que as pessoas estão te procurando, incentivando assim a atualização constante do seu perfil. Dessa forma, ele sempre vai estar atento se os resultados de busca vão mostrar as melhores referências ligadas ao seu nome”, diz Patrick Ambron, cofundador do BrandYourself.
No painel do usuário é possível otimizar até três referências do seu nome, podendo aumentar a posição nos resultados de busca. Parte desse processo de promoção inclui a criação de uma página de perfil, na qual ele pode vincular a essa página todos os demais perfis online do usuário, indo de sites pessoais e redes sociais, até à sua página no LinkedIn.

Segundo Ambron, desde o lançamento do site em março, mais de 25 mil usuários se inscreveram no BrandYourself. Aproximadamente 80% deles criaram perfis ativos, cerca de mil decidiram assinar o perfil Premium do serviço, que custa US$ 10 por mês - aproximadamente R$19 -, e que permite um número ilimitado de referências a serem promovidas nos resultados de busca. O conceito é semelhante ao que o LinkedIn faz, que mostra exatamente quem visitou o seu perfil profissional, com a diferença que, além da promoção das referências, qualquer pessoa conectada poderá visualizar seus dados.

Fonte:
http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2012/05/site-mostra-quem-googlou-seu-nome.html

terça-feira, 15 de maio de 2012

Tecnologia. Custo ou Investimento?

Porque uma empresa tem que investir em TI hoje?

O que faz a TI ser tão crítica para o sucesso do negócio?

O gerenciamento do ciclo de vida de TI é de extrema importância, pois a necessidade de adaptação das empresas ao ambiente tecnológico vigente é fator decisivo no cumprimento do negócio.

Vivemos em um mundo integrado, informações circulam pela rede, e quem detém maior controle e organização sobre ela, também possui um diferencial competitivo, que pode ser fator determinante para o sucesso ou fracasso da empresa.

Conseqüentemente organizar a estrutura de TI envolve um grande esforço para se atingir esses objetivos. A tecnologia empregada é cada vez maior, demandando mais recursos para que cumpra seu papel, de gerir a informação e integrá-la aos objetivos estratégicos do negócio fornecendo à direção os insumos necessários ao direcionamento de suas ações de forma mais eficaz. A má gestão gera desperdício de dinheiro e tempo.

O grande objetivo é mostrar que o investimento em uma estrutura adequada de TI é imprescindível, já que o negócio ao se inserir mercado atual necessita de TI para ser ágil e eficiente, portanto aumentar o ROI (Retorno do Investimento) e mostrar os benefícios de se amparar o negócio em dados sólidos, ao invés do velho e bom “Feeling” dos seus dirigentes, é um grande diferencial competitivo.

Na era da informação, a segurança de dados e a disponibilidade dos serviços oferecidos são de extrema importância para o desempenho dessa organização.  Frete a ameaças constantes como: Invasões, Engenharia social, Furtos e fraudes. Que causam prejuízos, que podem até inviabilizar a continuidade do negócio.  A empresa necessita prevenção, ter uma postura pró-ativa, antecipar fatos e circunstâncias que a


tornem vulnerável frente ao mercado, clientes e seus concorrentes.

Uma boa gestão aliada a TI necessita:
Utilizar “Melhores Práticas”, apoiadas em modelos conceituados e internacionalmente reconhecidos,
Apoio de um modelo de gestão de projetos eficiente,
Prestar suporte de qualidade, tanto para os clientes internos, quanto externos,
Possuir controle total do fluxo de informação, através de ferramentas pró-ativas, para amparar a gestão e fornecer cada vez mais foco no negocio,
Produzir insumos visando obter maior lucratividade com foco nos objetivos de negocio
Aumentar a eficiência e reduzir custos é um binômio que as empresas rotulam de “Criação de Valor”.
Esse é o intuito dessa gestão promissora que investe corretamente em TI visando o perfeito alinhamento da estratégia com a execução, integrada, pró-ativa e de sucesso.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Sua empresa tem infraestrutura disponível?

Imagine que você trabalha no departamento de infraestrutura e operações de uma empresa de distribuição que mantém um braço de e-commerce muito forte na web e acontece falha em momento de alto pico de vendas. Sua companhia pode não apenas perder dinheiro mas ter a imagem arranhada.

Enquanto sua equipe tenta encontrar uma solução, o seu site de e-commerce, que gera dezenas de milhares de reais receita, exibe uma mensagem de erro para todos os seus clientes potenciais. Com as redes sociais em ebulição, em questão de segundos esse problema pode cair no Facebook, Twitter ou em outras mídias dociais. Para piorar a situação, hoje não é um dia normal, mas a data de maior volume de negócios do ano, como acontece em períodos como Dia das Mães, Natal etc.

Este cenário de pesadelo é um exemplo extremo do que sua empresa pode experimentar com a indisponibilidade de serviço no pior momento possível. Nunca é uma boa hora para a queda de sistemas de negócios, mesmo em paradas planejadas. Hoje com empresas globais, funcionando em horários diferentes, a TI muitas vezes tem que funcionar 24 horas aos sete dias da semana, dependendo da atividade.

É por essa razão que as empresas estão cada vez mais construindo sistemas de negócios e infraestrutura que estejam sempre disponíveis para evitar quedas. Porém, não existe um botão mágico que permita isso. Os processo são complexos e demorados. Eles exigem planejamento e dsenvolvimento de uma estratégia para encontrar o local perfeito, que garanta que seus serviços funcionem 24 horas por dia, 365 dias por ano.

A Computerworld da Espanha traçou algumas dicas em conjunto com o instituto Forrester para ajudar a reduzir o impacto de quedas bruscas. Veja a seguir:

1- Entenda os custos da indisponibilidade de serviços críticos A maioria das empresas não sabe calcular quanto custa para os negócios a queda de sistemas críticos. Estimar o impacto de uma interrupção, contabilizar prejuízos com perda da reputação e retenção de clientes pode ser uma tarefa assustadora. É preciso saber colocar na ponta do lápis a receita que a empresa deixará de ganhar e todas as possíveis perdas, com adoção de medidas que assegurem que a situação não se repetirá.

Lembre-se que o cálculo do impacto varia de empresa para empresa. Ou seja o custo de downtime muda de negócio para negócio. No exemplo acima, é preciso saber quantos clientes potenciais deixaram de comrpar e em que hora o acidente aconteceu. Em que momento do dia o serviço ficou fora do ar e por quanto tempo. Uma interrupução ao meio dia tem um custo diferente de uma queda às 3 da manhã, dependendo da atividade da companhia.

2- Análise toda a infraestrutura Não se deve reduzir a ordem de armazenamento ou outro componente de qualquer estrutura de TI. A percepção holística geralmente é a correto. É importante considerar e calcular o tempo de toda a infraestrutura e sempre procurar soluções para os problemas de negócios de ponta a ponta.

3- Combinação entre objetivos de negócio e de TI Uma vez que você calculou o custo de inatividade e mudou a abordagem da análise da infraestrutura, avaliando de ponta a ponta, o próximo passo é selecionar as tecnologias adequadas para suportar os serviços críticos.

Atualmente, há muitas ferramentas que podem apoiar nesse processo, como arquiteturas específicas para reiniciar rapidamente as máquinas virtuais, monitoramento remoto de equipamentos ou de serviços baseados em nuvem e deduplicação.

A parte mais difícil é encontrar uma abordagem que case com seus objetivos de disponibilidade e que também coincida com o que a empresa está disposta a pagar para proteger sistemas críticos. Há ainda a opção de terceirizar a infraestrutura com um data center, contratar sites backups e ter um plano de continuidade de negócios, para que a operação volte em menor tempo possível.

4 – Disponibilidade 100% é quase impossível O objetivo das empresas não deve atingir 100% de disponibilidade de todos os seus sistemas de negócios, mas apenas para as aplicações críticas. Apesar ter muitas empresas que estão perto de atingir essa meta, a manutenção da infraestrutura disponível o tempo todo é praticamente impossível. Muitas coisas podem dar errado com infraestrutura e aplicações. Podem acontecer desastres naturais, erro humana ou até mesmo manutenção mal planejada.

Fonte:
http://computerworld.uol.com.br/gestao/2012/05/09/sua-empresa-tem-infraestrutura-disponivel/